terça-feira, 31 de julho de 2007

Je veux seulement t'oublier

Eu tenho uma queda por francês. Francês, a língua, não o nativo da França. Pois bem, essa queda (livre) me acompanha desde pequena, às vezes mais fraca, às vezes mais forte. Depois de adulta, admito, sem problema algum, que a intensidade da queda varia de acordo com a nacionalidade do bofe do momento. Por exemplo, quando eu tive um breve "crush" num francês lindo e insuportavelmente arrogante, eu queria falar francês fluentemente para ontem e imaginava ma vie en rose com um autêntico français me falando mon amour, voulez vous ma baguette?. O meu francês não melhorou muito, apesar dos CDs que o Monsieur Pedantê me emprestou, mas uma hora eu alcançarei a tão sonhada fluência. Aí veio uma brevíssima fase dinamarquesa, e o francês continuou lá, mas menos intenso. Desnecessário dizer que eu nem cogitei aprender dinamarquês. Eu não consigo repetir palavras onde a minha garganta emita mais sons que a minha boca. O que sobrou do dinamarquês foi uma amizade bem legal (na verdade sempre foi só amizade), e ele me dizendo que entende minha loucura pela França: eu vou amar Paris. C'est vrai? Ãnfãn. Houve, então, a fase de aprender espanhol, sobre a qual não vou discorrer, principalmente porque eu acabei por realmente me interessar em aprender espanhol, independente do bofe. Mas esse último também sempre soube de minha fascinação pelo francês e também compreendia, apesar de sempre dizer que franceses são antipáticos e que eu devia mesmo é aprender espanhol. Em passos de formiga eu tenho aprendido.

Tanta, tanta bobagem. Eu de fato estudei um tempo de francês, aos 12 anos e depois aos 20. Já esqueci muita, muita coisa. Percebi que meu francês "talvez" estivesse se perdendo quando comecei a entender muito melhor espanhol, língua que nunca estudei. Acho o francês uma língua charmosa, sonora. Gosto das chansons françaises apesar de não entender muito do assunto. E quando eu for para a França, e pisar em solo francês, provavelmente terei um dos momentos mais felizes da minha vida. Pois bem, hoje eu estava (estou) de bobeira na internet e encontrei uma música ótima em francês, de uma banda chamada Pink Martini. Não são franceses, mas aparentemente a cantora tem o dom de falar bem, ao menos nas músicas, várias línguas. E além da música ser um charme, da voz da cantora ser uma delícia, tem um trecho que traduz exatamente o que sinto agora:

Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement t'oublier
Et puis je fume...

(Não quero trabalhar
Não quero almoçar
Eu só quero te esquecer
E então eu fumo)

Esse texto enorme só pra concluir isso. De maneira simples, essa parte da música fala EXATAMENTE o que sinto agora. Pelo menos minha tristeza está descrita em francês - assim consigo ver alguma beleza em não querer nada, só esquecer.

(para quem quiser ouvir a música: aqui. Vale a pena, é uma graça!)
PS: a tradução estava errada, agora sim está ok!

domingo, 29 de julho de 2007

Avô

Sexta-feira foi aniversário do meu avô. Recentemente foi detectado que ele tem Alzheimer, e aí tudo ficou complicado, é lógico. A esposa dele é ligeiramente ignorante, quase nos proíbe de ir visitá-lo e ligar para a casa dele é uma verdadeira epopéia. Primeiro, porque em alguns momentos ela não nos deixa falar com meu avô; segundo porque meu avô não escuta direito e confunde todas as pessoas. Pelo fato d'eu ser a neta mais velha e aquela que morou um bom tempo com ele, de mim ele lembra. Também lembra do empiastro do meu irmão, a.k.a Apocalipse, porque ele é o único neto. Depois de minhas primas quase brigarem com a esposa do meu avô para falar com ele e dar parabéns, depois dele ter sido muito grosso com elas (ele fica agressivo às vezes), chegou a minha vez. Liguei, apreensiva:

- Oi vô!!!!! Tudo bem com o senhor?
- Minha filha, que saudade! Por aqui tudo bem e aí?
- Tudo! Parabéns vô!! Muita saúde!
- Brigada! Todo mundo me desejou saúde, mas eu tenho saúde, viu, Mi? A grama aqui tá bem verde, hahahaha. Seu irmão está bem?
- Iiih, vô, aquele ali continua a mesma coisa de sempre.
- Terrível, né? E agora ele já está grande...
- É, grande, insolente e sai todas as noites quase.
- Verdade? Ele virou o "Rei da Noite"? Hahahahaha!

Conversei mais um pouco e desliguei, minhas primas olhando para mim perplexas: "como você fala com o vô e ri? Por que ele faz piadas com você?"

Não sei, meninas. não sei.

Mas fiquei emocionada.

PS: meu avô me chama de filha. E "Mi" é meu apelido familiar, desde pequena. Corruptela de "Mila". Pois é, meu povo, meu nome não é Chu. Não é uma surpresa?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

VERY busy


Status do msn: ausente para sempre. Mais provavelmente offline.
E hoje, nesse dia uó, feio, cinza, chuvoso, bobo e chato, faltou luz aqui na minha casa das 10 da manhã às 3 da tarde. Eu estou de folga, não tinha nada pra fazer, conclusão: li uns cinco capítulos, embaixo das cobertas. Parecia que eu estava de volta à minha adolescência, quando eu ficava lendo à tarde quando os dias estavam feios. E quando os dias estavam belos também.
Au revoir, volto ao blog quando terminar minha leitura.

sábado, 21 de julho de 2007

Uónessa da Mata

Assim, só eu DETESTOU a música que Vanessa-Picumã-Bizarro da Mata canta em dueto com o Ben Harper? Jemt do cél, explica o que é aquilo?

Estava eu, voltando de um dos últimos dias de trabalho, na van que toca suuucessos da FM. Melhor essa que a que toca sucessos evangélicos, então nem reclamo. De repente, ouço a voz CHATA da Vanessa da Mata. Torço o nariz, obviamente - torcer o nariz é TUDO que você pode fazer quando ouve Vanessa da Mata. Mentira, você também pode sentir ânsia, mas é radical demais, deixemos isso pra Adriana Calcanhoto. Mas, depois da voz irritante, ouço a voz tão conhecida de meu querido Ben Harper. Penso que é um aviso de fim do mundo, olho pro céu na tentativa de ver as bestas do Apocalipse se aproximando. Ou melhor: é pegadinha. Cadê as câmeras? Glu glu! Mas não, infelizmente o Ben Harper, que eu tanto adoro, que canta com voz gostosinha, que fez "Strawberry Fields Forever" ficar ainda mais linda, que fez com que eu pensasse que "Sexual Healing" não é horripilantemente brega, e sim sexy - ELE gravou uma música RUIM com Vanessão. Não entendi. Temos cantoras melhores, hein. Por que, Ben, por que Vanessa Cabelo de Arapuca?

Eu acho essa moça muito forçada. Aquele cabelo que mais parece uma arapuca, que nem Gal em seus dias de glória capilar conseguiria reproduzir, que nem Bethânia com seus cabelos mais revoltos que ninho de mafagafos conseguiria copiar; aquelas entrevistas no estilo "sou metida a hipponga mesmo, crio aves em meus cabelos mesmo, uso mesmo meus cabelos como criadouro de piolhos, sou mulher atitude, quem me manda alisar é porque não entendeu minha proposta e meu conceito, eu sou natural mesmo". Ai, cansei? Conceito, proposta, preguiça, bocejos. Eu detesto quem fala "sou assim mesmo, se não gostou, dane-se". Parece nome de comunidade do orkut, só falta o "sou assim mesmo, e daí?". Coisa de emos e miguxos que ainda querem se auto-afirmar, eu respeito. Mas cantora burra velha, não. Se bem que nesse disco novo ela fez uma trança. Acho que estava espetando so fotógrafos e cegando o público nos shows.

E aí, na música tem uma parte em que ela canta em Português e ele canta a mesma estrofe em Inglês. Ficou meio "tradução do Dia, NATIVA FM". Achei meio V.A.

E que fique claro: problema nenhum em cabelos black, problema nenhum em querer assumir o natural do crespo, do picumã ao vento, gente jovem reunida. Mas existem produtos (Soooouuul Glooo) pra deixar a cabeleira com uma cara mais bem cuidada, menos ressecada. Pô, tem Henê Marú, banho de petróleo, Nielly Gold, Embelleze, até Kolene ajudaria. Esse povo ganha dinheiro com show bizz e não se melhora. Que nem a maravilhosa Amy Janice Winehouse, que tem aquele bolo de noiva no cocoruto e aquela maquiagem borrada seeempre. Mas isso é assunto pra outro post.

Imaginem essa pessoa acordando de manhã. BUUU, que susto.

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Veneno às duas da manhã, depois de me entupir de sashimi: que maravilha!

terça-feira, 17 de julho de 2007

Carta

O.,

Acabei de voltar do supermercado, fui comprar mel pra minha garganta e guloseimas. Tentei abrir o vidro de mel, essa é a urgência do dia. Não consegui, abri o pote de Farinha Láctea e comi uma tigela de mingau, sabor de infância. Mas é do mel que preciso, pra melhorar minha garganta, que está mal desde sexta passada, sendo que de ontem pra hoje piorou. Você foi embora pra terra gelada e me deixou com a sua dor de garganta do fim-de-semana. Eu poderia fazer mil interpretações a esse respeito, sabe. Que é sintomatização de algo que eu devia ter falado e todo aquele bla bla bla psicológico, que na verdade, é lógico que faz sentido.

Aluguei "Hotel Ruanda", que você me falou pra não alugar enquanto eu não estiver 100%, senão vou chorar até desidratar. Quanta teimosia, tenho certeza que vou assistir hoje e chorar rios, mas talvez seja bom, alivia. Alivia tudo o que está aqui dentro, guardado. Eu ainda não me acostumei a não falar com você. É por isso que estou te escrevendo, ainda que eu não vá te mandar isso. Escrever alivia. Além do mais, mais cedo ou mais tarde você vai entrar aqui e ler. Desde janeiro, nunca ficamos tanto tempo sem nos falarmos, mesmo quando estávamos meio brigados. Sempre havia o MSN e o status ausente e a certeza de que um dos dois estava lá. E você está viajando e aproveitando muito, o que é ótimo. Eu nem devia estar assim, com tanta saudade. Talvez esse tempo sem nos falarmos seja um treino pra quando você for embora de vez, mas eu não estou gostando desse treino. Com quem eu vou ficar falando as minhas mil bobagens? Seu senso prático me diria que é a vida, e a vida é assim mesmo.

Mas o que a vida tem a declarar sobre saudade?

Com amor,

C.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mais sobre Grey's

Acabei a segunda temporada ontem. Entre lágrimas e soluços, que agora que eu vi que a mulherada toda chora, eu choro mesmo, como se não houvesse amanhã. Porque não há nada melhor do que se identificar um pouco com alguma coisa dramática pra liberar todos os bichos, bichas e tristezas, chorar copiosamente e ainda culpar o seriado. Acho perfeitamente cabível. Acabei de assistir à tarde e fiquei até à noite no site da ABC lendo todos os resumos de capítulos da terceira temporada. Porque não basta viciar, tem que ser nerd freak.

Preciso dizer que sou fã de carteirinha da Dr. Bailey. Ergo faixa e faço comunidade no orkut (comunidades no orkut são a expressão máximo do amor, né, jemt), se for preciso. Porque ela tem as melhores respostas, enfrenta o Chefe, enfrenta outros médicos, enfrenta pacientes, mas quando é necessário sabe ser "maternal" (com muitas aspas). Adoro a Addison, a Cristina e a Izzie. O George me irrita um pouco. McDreamy é, tipo assim, um sonho. Homem daquele jeito não existe, viu, meninas? É dream mesmo. MUITO dream. Agora, quanto à Meredith: adoro as narrações, adoro as conclusões, mas não entendo o furor que ela causa nos hômi. Ela é bonita, mas é uma beleza comum. Ela é legal, mas é isso: legal. Não é interessante, sabem. Não ao meu ver. Ela só é hardcore quando resolve dar para metade de Seattle, mas até aí, a perseguida é dela, né. Aí os bofescândalos caem por ela, morrem por ela. Por quê? Porque o mundo é injusto e geralmente as mulheres que são sem graça são justamente as que pegam os caras maravilhosos? E vocês, o que acham dos personagens?

Não vejo a hora de conseguir instalar o Bit Torrent e baixar a terceira temporada.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A Anatomia de Grey

(especialmente para Sabrina e Lilla, com quem eu fico falando a respeito de Grey's Anatomy no MSN)

Izzie está para cortar o fio que faz o coração de Denny bater, crente que o Dr. Burke está para chegar com o coração novo. Mas Dr. Burke acaba de ser baleado na porta do hospital, e só ele pode operar Denny. Decido não assistir o próximo episódio, pelo menos por enquanto, pois está ficando ridícula essa coisa de ver Grey's Anatomy e chorar. E ser pega no flagra pela minha mãe, que adentra na sala e me vê soltando lágrimas e mais lágrimas.

E eu não tenho o menor pudor em contar isso aqui, no blog.

Dignidade, pra quê?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Ah, a vida, essa pândega...

Eu tinha três alunos particulares que, unidos às aulas na escola, garantiam meu suado sustento. No começo desse ano, entre fevereiro e começo de maio, as aulas na escola diminuíram MUITO. O que, obviamente, impactou em meu salário. Somado a isso, um dos meus particulares mudou-se pra Brasília, aquela terra abençoada. Ou seja: eu estava fodida e mal paga, sendo que o mal paga era literal mesmo. Comecei uma busca louca e incessante por novos alunos e algum novo emprego. Porque por mais que eu adore a escola onde trabalho, afeição não sustenta ninguém. Só que tudo andava tão bizarro, que eu não conseguia nada: pessoas se interessavam por aulas e se desinteressavam logo em seguida, igual homem canalha que perde interesse na mulher logo depois do sexo.

Lógico, comecei a pensar em abaixar o preço, oferecer aulas de graça, aulas de espartilho e cinta-liga, aulas com simulação de pole dance no final. Mas felizmente a sorte me sorriu antes que eu fosse presa por ato obsceno e eu consegui um novo trabalho, que vai me tomar boa parte do meu tempo. Ótimo, ótimo. E agora, que estou com quase tudo resolvido, o que me acontece? Chovem procuras por aulas particulares. Gente realmente interessada, que diz que topa começar na semana seguinte; só que meus horários a partir de agosto serão uma loucura, loucura, loucura, com direito a entonação à la Luciano Huck.

Se essas pessoas tivessem aparecido quando eu estava realmente procurando alunos, eu não teria me interessado pelo novo trabalho. E eu boto fé nessa mudança, sabem. Ou seja, a vida é uma fanfarrã que adora uma ironia, mas ela também funciona de maneiras muito, muito misteriosas.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Ninguém me perguntou, mas eu falo mesmo assim

- Meu lugar preferido em São Paulo sempre foi e ainda é a Avenida Paulista.

- Eu tenho fixação por janelas. Em qualquer empresa que eu vá dar aulas, por exemplo, a primeira coisa que faço quando entro na sala é passar um tempo olhando o movimento das ruas lá embaixo. Posso passar muito tempo assim, em silêncio, só olhando as ruas e carros e avenidas, tudo aparentemente tão distante...

- Eu gosto de ficar olhando o céu. E adoro as cores do pôr-do-sol. E eu ainda vou tirar muitas fotos de pôr-do-sol em muitos lugares diferentes. Preferencialmente lugares diferentes no mundo.

- Falando em fotos, eu adoro fotos. E adoro fotografar. Gosto mesmo, tento enquadrar, tento pensar no melhor ângulo. Nem sempre funciona, lógico. Quando o nível de álcool está elevado, por exemplo, o enquadramento, coincidentemente vai pro saco. Mas eu ainda quero fazer curso de fotografia e ter uma máquina fodona, pra tirar fotos naturais de pessoas conhecidas e desconhecidas.

- Eu adoro o que eu faço, mas ultimamente tenho me questionado muito se é isso mesmo que quero fazer pro resto da vida. E aí concluo que sim, eu quero dar aulas sempre, porque GOSTO. Mas quero dar aulas em faculdade. O que me leva a concluir que já estou um pouco velha pra começar uma carreira acadêmica.

- Hoje em dia eu gostaria de ser repórter de turismo. Na verdade, eu gostaria de ser rica e passar a vida viajando e estudando, mas já que isso é mais impossível do que ser repórter de turismo, eu fico com a primeira alternativa.

- Quando como em restaurantes eu nunca, vejam bem, NUNCA peço frango. Nada contra penosas, mas frango eu como em casa.

- Tenho dificuldade em fazer listas.

Conforto

Num tempo em que minha vida está tudo, menos estável; num tempo em que tudo me parece caótico porque eu estou caótica; num tempo em que eu sei que tudo vai mudar... Ver que o sorriso de alguém é exatamente o mesmo de 18, 20 anos atrás é o tipo de conforto bobo que eu preciso.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Turn around, bright eyes!

Admito, sem vergonha alguma: sou apaixonada por "Total Eclipse of the Heart". É brega, é piegas, mas eu adoro, desde pequena. Acho dramático, sabem? A Bonnie Tyler parece estar sentindo nas ENTRANHAS quando diz "every now and then I fall APART! And I need you now tonight! And I need you more than ever". Prestem atenção: ela canta com o coração, meu povo. Isso é ou não é uma beleza? Um dos momentos de realização tosca em minha vida foi cantar essa música num karaokê na Liberdade, com direito a dueto e performance. Eu culparia os saquês, não fosse essa a TERCEIRA interpretação brega da noite. A primeira foi "Careless Whispers" (outra música top 10 músicas bregas pra caralho que eu amo - mas quer coisa márlindadideus do que cantar "I'm never gonna dance again! Guilty feet have got no rhythm"? Ah, eu acho uma belezura!) em dueto com minha amada Lilla e a segunda foi "La Bamba" com direito a dueto com um autêntico mexicano, que além de tudo é gato, rá! Portanto, tendo "Total Eclipse of the heart" sido a terceira performance da noite, não posso, jamais, culpar o saquê.

Hoje a Miru me mandou um link do famoso "dramatic chipmunk", aquele vídeo de 5 segundos com uma música dramática e um chipmunk arregalado. Eu gargalho toda vez que vejo isso, mas hoje Miruzinha me presenteou com algo muito melhor pra mim, fã de Bonnie Tyler:



ADOREI!

domingo, 1 de julho de 2007

tudoaomesmotempoagora

Eu saio de lá, começo algo novo, ele vai embora, não sei quando voltamos a nos ver. Não terei meus amigos do trabalho diariamente, pessoas que, cada um à sua maneira, sempre me deram muito apoio e me ajudaram a segurar muitas barras, ainda que muitos nem soubessem que estavam me ajudando. Meus alunos, tantos, tão queridos. Caramba, como vou sentir falta deles. Terei outros, novos, eu sei. Assim como eu sei que toda mudança é boa. Mas até a mudança começar, eu estou em fase de assimilação de tudo. De toda uma nova realidade que inclui não estar mais na escola onde fui muito feliz durante dois anos, apesar dos percalços, apesar dos chiliques do meu chefe, apesar da pouca grana. Uma nova realidade em que ele estará longe, mais do que esteve nesses meses, distância que, infelizmente, eu não posso transpor. E eu queria sim, dizer que estou UAU, mega cool e ok com tudo isso. Essa nova realidade é escolha minha e eu acredito que até o momento, ao menos esse ano, eu tenha feito as escolhas certas, as escolhas que eu tinha que fazer nesse ou naquele momento. Mas tem sido muito difícil pensar em tudo e não surtar. Eu queria ter a penseira do Alvo Dumbledore - bastaria pegar uma varinha, puxar os pensamentos da minha cabeça cheia, colocá-los na penseira e deixá-los lá, por um bom tempo, até que eu conseguisse lidar com eles, um de cada vez. Infelizmente Harry Potter e sua realidade mágica estão lá, nos livros.

Tem sido difícil lutar contra minhas paranóias. A ansiedade é o prato favorito da paranóia, todos sabem disso. E tudo o que eu tenho esses dias é motivos para ficar ansiosa. Tenho que ir atrás de muitas coisas para meu novo trabalho, fico pensando em como será esse mês de julho, como será o mês de agosto, como tudo será nesse novo lugar, como serei recepcionada, como vou me adaptar, como serão as despedidas que terei em julho e no começo de agosto. Aí eu pergunto: ADIANTA pensar em tudo isso? Adianta em alguma coisa? Ajuda em alguma coisa? Não, lógico que não. Eu não sou o Walter Mercado pra prever o futuro ou, o que é ainda pior, prever a reação das pessoas.

Eu prometi a mim mesma que ia seguir o lema de viver um dia após o outro. Que ia aproveitar os momentos. Tenho feito isso nessas duas últimas semanas? Não.

Então, chega, né. Seize the day, dance like no one's watching, live for the moment.

Geez, como eu sou ridícula.