Passei hoje pela pet shop de onde adotei Malaquias. No aquário de gatos para adoção havia mais três junto com a irmãzinha dele. Um preto, um rajado e um branco, rajado e preto lindo e peludo e ai meu deus, que ternura. Liguei pra Thiago e falei sobre os gatos lindíssimos tendo ataques de Felícia. À noite, ao voltar do trabalho, ele traz uma surpresa: resolveu adotar a gata branca, rajada e preta. É fêmea e deve ser uma semana mais velha que Malaquias. É uma bolinha peluda - ela tem pêlos mais longos, deve ter algum parentesco com persa.
Peguei a gatinha, que ficou no meu colo quieta. Várias exclamações de "ai, que linda" depois, coloquei-a no chão. E foi aí que baixou o exu gritador na bichinha. Ela andou pela casa por horas chorando, chorando alto e gritando. Quando não estava fazendo nenhuma dessas coisas, ela estava rosnando para nós (mais para mim, admito). Achamos que Malaquias a receberia bem, afinal, ele é muito bonzinho. Ledo engano. Ele desceu o cacete na bichana, sem dó nem piedade.
Thiago e seu espírito apaziguador tentaram argumentar com os felinos. Ele passou um bom tempo tentando educar os dois, falando que o crime não compensa e que só o amor constrói. Nada disso resolveu. Estávamos tão atarantados com a gritaria que não conseguíamos pensar num nome pra nenê. Depois de Galateia (wtf??), Isolda e Maria, finalmente optamos por algo mais sonoro: Frida. E, claro, Frida tem o mesmo espírito tempestuoso daquela homônima dela, a Kahlo.
Se Frida não aquietar sua pequena periquita, teremos que devolvê-la amanhã. Como não queremos isso, optamos pela pedagogia piagetiano-construtivista de educação infantil: colocamos Malaquias e Frida no banheiro da área de serviço, com comida, água e a caixinha de pipicat. Eles terão uma noite para se entenderem. É quase um BBB felino. Quero acompanhar de perto esse reality show mas Thiago me deu bronca porque toda vez que abro a porta do banheirinho, eles voltam a chorar.
Amanhã eu volto com mais notícias sobre o reality show felino mais quente da história. Será que Frida convencerá Malaquias de que ela é uma gata fofa e linda? Ou será que Malaquias, movido pelo ciúmes, continuará agindo impulsivamente? Não percam, amanhã, nessa grande nave que é o BBB felino!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Novo roommate
Apresento-lhes...

Malaquias, nosso novíssimo (literalmente) roommate.
Não é lindo?
Adotamos Malaquias ontem, de uma pet shop aqui perto de casa. Ele estava com a irmãzinha, mas não tínhamos como adotar dois gatos de uma vez. E queríamos um macho. Confesso que ainda estou de coração partido por não ter trazido a gatinha chorona, mas um passo de cada vez, né? Temos que pagar vacinas e castração de um, pagar de dois, no momento, ficaria pesado.
Malaquias é bagunceiro e dorminhoco. Tem crises de chorinho às vezes, mas é só colocá-lo no colo que passa. É tão pequeno que parece de brinquedo! :-)
ps: eu voltei a escrever no Twitter. Quem estiver por lá e quiser me adicionar, sou a /chuchuchu.

Malaquias, nosso novíssimo (literalmente) roommate.
Não é lindo?
Adotamos Malaquias ontem, de uma pet shop aqui perto de casa. Ele estava com a irmãzinha, mas não tínhamos como adotar dois gatos de uma vez. E queríamos um macho. Confesso que ainda estou de coração partido por não ter trazido a gatinha chorona, mas um passo de cada vez, né? Temos que pagar vacinas e castração de um, pagar de dois, no momento, ficaria pesado.
Malaquias é bagunceiro e dorminhoco. Tem crises de chorinho às vezes, mas é só colocá-lo no colo que passa. É tão pequeno que parece de brinquedo! :-)
ps: eu voltei a escrever no Twitter. Quem estiver por lá e quiser me adicionar, sou a /chuchuchu.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Um exame necessário
Comigo funciona assim: eu odeio com todas as minhas forças que desconhecidos em filas em geral, especialmente de banco, puxem papo comigo. Invariavelmente a conversa começará com uma opinião sobre a instituição financeira onde estamos acrescida de reflexões gerais sobre o mau atendimento do local. Em outras palavras: zzzzzzzzzzzzzz. Eu não sei participar desse tipo de conversa, principalmente porque não me interessa. E a pessoa que está tentando puxar assunto não quer conversar, quer apenas desabafar. Se eu cobro pra dar aulas, por que raios vou dar assistência psicológica gratuitamente? Vivemos nesse mundo capitalista, não é mesmo?
Mas, em contrapartida - e só pra ser paradoxal, porque paradoxos são legais - eu AMO ouvir a conversa alheia em filas. Porque quem bate papo em fila tem aquele talento que eu não tenho: o de abrir o coração com completos desconhecidos. Comigo, o papo nunca desenvolve porque a pessoa começa a overshare e eu começo a entrar em desespero. E o esquema da conversa em filas é esse: uma vez passada a indignação sobre a instituição financeira, você começa a falar sobre outras coisas. E é aí que as pessoas começam a falar demais. Eu não gosto de participar das conversas mas tenho essa curiosidade quase mórbida sobre as pessoas e sobre suas vidas e, principalmente, por que elas são assim ou assado. Por exemplo: a louquinha do meu curso. Eu sou meio fascinada por ela. Porque cada maluquice que ela faz eu penso "gente, mas como pode? Por que ela fez isso? COMO ela falou isso? Cadê o filtro social? Será que ela foi criada com os lobos?". E por aí vai. Mas eu não quero conversar com ela e descobrir, até porque não sou psiquiatra, sabem? Então eu fico lá, fingindo que estou lendo alguma coisa, mas, na verdade, estou ouvindo o que ela está falando. E faço isso em todos os lugares. Eavesdropping é uma arte, pessoal.
Ontem eu estava na aprazível (NOT) Caixa Econômica Federal, que nunca está lotada de gente em fila querendo conversar (NOT²). Uma hora e meia pra ser atendida. Uma senhora muito louca de verão tentou puxar papo comigo. Olhei pra figura: batom vermelho meio borrado, cabelos presos num rabo de cavalo no cocoruto, blusa de alcinha sem sutiã.
IMPORTANTE: eu morro de aflição de mulher que não usa sutiã. Invariavelmente os faróis da pessoa se acenderão em algum momento e aí fico super incomodada com aquelas coisas apontando pra mim (ou pros lados, ou pra baixo). Quando a mulher tem muchibinhas, então, tenho vontade de gritar "MY EYES MY EYES". Sutiã é legal, meninas. Sustenta, dá forma e protege sua intimidade. Porque sim, mamilos são íntimos. Não é legal mostrá-los por aí. Grata.
Então, voltando. Eu não dei trela pra senhora do cabelo de ninho de pomba louca e dos mamilos em riste. Maaaaaaaaaaas fiquei ouvindo a conversa. Obviamente. E aí deu-se o seguinte:
Mamilos: Mas a vida, né, menina. Uma loucura. Paro pra pensar e só penso que somos tão pequenos.
Senhorinha simpática: É, né...
Mamilos: Porque pensa bem, tanta gente no mundo, e a vida, que ninguém dá valor.
Senhorinha simpática: Também acho...
Mamilos: Porque olha. Uma coisa eu digo: um exame que todo mundo deveria fazer é colonoscopia.
Senhorinha: ...
Mamilos: Porque é um exame que te abre os olhos pra outras coisas, viu.
Senhorinha: ...
Amiguinhas telespectadora, vejam que conversa sensacional. Filosofia sobre a vida e colonoscopia, na sequência, sem nem dar tempo de pensar num link pros dois assuntos.
E é por esse e muitos outros motivos que eu prefiro ouvir do que falar.
Agora me ajudem: qual será o link que a Mamilos viu entre a vida e colonoscopia? A melhor resposta ganha uma mariola. 1, 2, 3, valendo!
Mas, em contrapartida - e só pra ser paradoxal, porque paradoxos são legais - eu AMO ouvir a conversa alheia em filas. Porque quem bate papo em fila tem aquele talento que eu não tenho: o de abrir o coração com completos desconhecidos. Comigo, o papo nunca desenvolve porque a pessoa começa a overshare e eu começo a entrar em desespero. E o esquema da conversa em filas é esse: uma vez passada a indignação sobre a instituição financeira, você começa a falar sobre outras coisas. E é aí que as pessoas começam a falar demais. Eu não gosto de participar das conversas mas tenho essa curiosidade quase mórbida sobre as pessoas e sobre suas vidas e, principalmente, por que elas são assim ou assado. Por exemplo: a louquinha do meu curso. Eu sou meio fascinada por ela. Porque cada maluquice que ela faz eu penso "gente, mas como pode? Por que ela fez isso? COMO ela falou isso? Cadê o filtro social? Será que ela foi criada com os lobos?". E por aí vai. Mas eu não quero conversar com ela e descobrir, até porque não sou psiquiatra, sabem? Então eu fico lá, fingindo que estou lendo alguma coisa, mas, na verdade, estou ouvindo o que ela está falando. E faço isso em todos os lugares. Eavesdropping é uma arte, pessoal.
Ontem eu estava na aprazível (NOT) Caixa Econômica Federal, que nunca está lotada de gente em fila querendo conversar (NOT²). Uma hora e meia pra ser atendida. Uma senhora muito louca de verão tentou puxar papo comigo. Olhei pra figura: batom vermelho meio borrado, cabelos presos num rabo de cavalo no cocoruto, blusa de alcinha sem sutiã.
IMPORTANTE: eu morro de aflição de mulher que não usa sutiã. Invariavelmente os faróis da pessoa se acenderão em algum momento e aí fico super incomodada com aquelas coisas apontando pra mim (ou pros lados, ou pra baixo). Quando a mulher tem muchibinhas, então, tenho vontade de gritar "MY EYES MY EYES". Sutiã é legal, meninas. Sustenta, dá forma e protege sua intimidade. Porque sim, mamilos são íntimos. Não é legal mostrá-los por aí. Grata.
Então, voltando. Eu não dei trela pra senhora do cabelo de ninho de pomba louca e dos mamilos em riste. Maaaaaaaaaaas fiquei ouvindo a conversa. Obviamente. E aí deu-se o seguinte:
Mamilos: Mas a vida, né, menina. Uma loucura. Paro pra pensar e só penso que somos tão pequenos.
Senhorinha simpática: É, né...
Mamilos: Porque pensa bem, tanta gente no mundo, e a vida, que ninguém dá valor.
Senhorinha simpática: Também acho...
Mamilos: Porque olha. Uma coisa eu digo: um exame que todo mundo deveria fazer é colonoscopia.
Senhorinha: ...
Mamilos: Porque é um exame que te abre os olhos pra outras coisas, viu.
Senhorinha: ...
Amiguinhas telespectadora, vejam que conversa sensacional. Filosofia sobre a vida e colonoscopia, na sequência, sem nem dar tempo de pensar num link pros dois assuntos.
E é por esse e muitos outros motivos que eu prefiro ouvir do que falar.
Agora me ajudem: qual será o link que a Mamilos viu entre a vida e colonoscopia? A melhor resposta ganha uma mariola. 1, 2, 3, valendo!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Curtas
- Deu tudo certo na aula de sexta-feira. Dolores Umbridge foi bondosa em sua avaliação. Mas essa semana tenho que entregar um relatório bizarro sobre os alunos. Eu comecei a fazê-lo? Claro que não.
- A maluca do curso está cada dia mais maluca. Eu estou começando a ficar com um pouco de medo dela, de verdade. Porque acho que ela é doida de doida, não doida de chata. Agora ela resolveu que vai amar as pessoas como se não houvesse amanhã - porque ela sabe que a batata dela está assando - ela é rude com geral, incluindo os professores. No meu mundo, se você depende dos professores para receber um certificado de um curso caro e que te dá o maior trabalho, você não vai arrumar confusão à toa com professores. Ela arruma. Mas agora ela quer ser miguxa de todos, pra tentar tirar a batata do forno. É pior. Gente, ela tentando ser normal é muito pior que ela louca. Quando ela tenta ser normal ela solta gargalhadas à toa, no meio da aula. JURO.
- Estou louca, alucinada e criança com a nova temporada de Dexter. Passando mal. Porque Dexter está perdido. Sozinho e com crianças para cuidar. E ele ama as crianças, mas sente aquela necessidade básica de ser serial killer. Sério, é o melhor seriado que eu assisto atualmente!
- Gostaria muito que as eleições já tivessem passado. Porque aturar a boca de urna via internet no primeiro turno foi difícil, agora está muito pior. Sério que os eleitores da Dilma a defendem com unhas e dentes? Sério que os eleitores do Serra o defendem com unhas e dentes? Eu acho isso tão ingênuo. Mas é uma ingenuidade que me irrita profundamente. Mesmo porque não tem como dialogar com essas pessoas. Olha, só digo que quem acredita que Dilma é boa e Serra é mau e vice-versa precisa sair do Fantástico Mundo de Bobby e voltar pra realidade, onde a vida não é maniqueísta desse jeito e onde todo mundo faz merda. Até o Lula fez merda. Então vamos aquietar a periquita? E parar de achar que é muito mais inteligente por que vota na Dilma? Ou parar de achar que é muito mais politizado por que é contra o PT? Fico pra morrer quando leio essas panfletagens no twitter. Fico pra morrer quando vejo que as pessoas realmente se acham melhores e mais esclarecidas por votarem nesse ou naquele candidato. Chá de realidade ninguém quer tomar não?
- A maluca do curso está cada dia mais maluca. Eu estou começando a ficar com um pouco de medo dela, de verdade. Porque acho que ela é doida de doida, não doida de chata. Agora ela resolveu que vai amar as pessoas como se não houvesse amanhã - porque ela sabe que a batata dela está assando - ela é rude com geral, incluindo os professores. No meu mundo, se você depende dos professores para receber um certificado de um curso caro e que te dá o maior trabalho, você não vai arrumar confusão à toa com professores. Ela arruma. Mas agora ela quer ser miguxa de todos, pra tentar tirar a batata do forno. É pior. Gente, ela tentando ser normal é muito pior que ela louca. Quando ela tenta ser normal ela solta gargalhadas à toa, no meio da aula. JURO.
- Estou louca, alucinada e criança com a nova temporada de Dexter. Passando mal. Porque Dexter está perdido. Sozinho e com crianças para cuidar. E ele ama as crianças, mas sente aquela necessidade básica de ser serial killer. Sério, é o melhor seriado que eu assisto atualmente!
- Gostaria muito que as eleições já tivessem passado. Porque aturar a boca de urna via internet no primeiro turno foi difícil, agora está muito pior. Sério que os eleitores da Dilma a defendem com unhas e dentes? Sério que os eleitores do Serra o defendem com unhas e dentes? Eu acho isso tão ingênuo. Mas é uma ingenuidade que me irrita profundamente. Mesmo porque não tem como dialogar com essas pessoas. Olha, só digo que quem acredita que Dilma é boa e Serra é mau e vice-versa precisa sair do Fantástico Mundo de Bobby e voltar pra realidade, onde a vida não é maniqueísta desse jeito e onde todo mundo faz merda. Até o Lula fez merda. Então vamos aquietar a periquita? E parar de achar que é muito mais inteligente por que vota na Dilma? Ou parar de achar que é muito mais politizado por que é contra o PT? Fico pra morrer quando leio essas panfletagens no twitter. Fico pra morrer quando vejo que as pessoas realmente se acham melhores e mais esclarecidas por votarem nesse ou naquele candidato. Chá de realidade ninguém quer tomar não?
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Tá difícil ser criativa
Quando decidi fazer o CELTA eu pensei "agora é a hora, uhu, vamos lá, melhor agora que ano que vem". Claro, pra que postergar? Mas eu não contava que me mudar de casa, de vida, me casar, ocuparia tanto o meu tempo. Eu tenho que dar uma aula amanhã. Cada aula dada no CELTA envolve o preenchimento de uns quatro formulários mais plano de aula detalhado. Um dos formulários é de análise de linguagem. É chato. Eu já comentei com meu professor que é chato e que eu acho que é uma burocracia exagerada. Além dele quase me engolir com os olhos ele tentou justificar dizendo que é importante, que é necessário, porque "oh my God, what if there's someone who really doesn't KNOW Grammar rules?". Eu quase ri, porque eu sei que tem gente lá que não sabe. E sei que não reprovarão ninguém. Então fico achando um cu de burro essa história de ter formulários e etc, sendo que, no final, what's the point? Claro, isso serve para mim, mas vou contar uma coisa: eu não queria ter que dar aulas nesse curso. Eu só queria assistir aulas. Eu adoro assistir aulas e essa parte do curso eu amo. Mas dar aula, jemt? Faço isso todos os dias. Já sou avaliada pelos meus alunos. Dar aulas no curso é ter uma comissão avaliadora sempre. Colegas e professores assistem todas as aulas e te dão feedback. Muitas pessoas são legais e não metem o pau, mas um ou outro dá vontade de dar pescotapa. Na semana em que eu estava louca (estava, hein, como sou otimista) por conta do aluguel que não saía, minha homônima criminosa e afins, eu tive que dar aula. Sobre present perfect. The horror, the horror. Eu nem sei como consegui, mas sei que meu plano de aula incluía até plano de lousa. Não saiu como eu planejei, mas deu tudo certo e até meu professor foi fofo e elogiou - ele sabia de minha situação complicada, mas o dinamarquês não alivia a de ninguém não. Aí vem um zé bedeu que está sempre viajando nas aulas e começa a meter o pau no que eu tinha feito. Meu professor me defendeu, eu me defendi como pude, mas o babaca foi desagradável com todos do meu grupo. Meu cu de azul com glitter pra ele, né. Todo mundo ali está no mesmo barco. Eu falo da professora que fala errado aqui, mas nunca cheguei nem perto de ser indelicada com ela. Aí vem nêgo do nada querendo tirar onda de professorzão? Tá bom então.
Hoje eu tenho que preparar a aula de amanhã e estou aqui, escrevendo. Está impossível ter qualquer criatividade. Eu quero só jantar, assistir seriado, dormir na minha cama nova. Quero usar minha criatividade pra decorar minha casa, sabem? Hoje vi uma ideia ótima de cabeceira de cama com porta, gente, genial. Fui pra Teodoro Sampaio pesquisar porta. Voltei pra casa com uma fruteira, colheres de pau, meio queijo meia--cura, pregadores, saleiro e muitos tapoés. Vocês acham que tem condição d'eu preencher formulário hoje? Tô quase pedindo licença lua-de-mel lá no curso. Aí vão perguntar "Mas Camila, onde você passará sua lua-de-mel?", no que responderei: "Nas lojas de 1,99 da Teodoro Sampaio e na Leroy Merlin, qq6achao??".
Será que escolhi a hora errada pra voltar a estudar?
E nem posso pensar em desistir.
Só um adendo: amanhã começo a ser avaliada pela professora cuja alcunha é Dolores Umbridge. *ironia mode on* Vai dar certo! *ironia mode off*
Outro adendo: moro literalmente ao lado de uma escola de dança de salão. E a tortura que é trabalhar e estudar ouvindo a aula de samba rock?
Grandes dilemas.
Hoje eu tenho que preparar a aula de amanhã e estou aqui, escrevendo. Está impossível ter qualquer criatividade. Eu quero só jantar, assistir seriado, dormir na minha cama nova. Quero usar minha criatividade pra decorar minha casa, sabem? Hoje vi uma ideia ótima de cabeceira de cama com porta, gente, genial. Fui pra Teodoro Sampaio pesquisar porta. Voltei pra casa com uma fruteira, colheres de pau, meio queijo meia--cura, pregadores, saleiro e muitos tapoés. Vocês acham que tem condição d'eu preencher formulário hoje? Tô quase pedindo licença lua-de-mel lá no curso. Aí vão perguntar "Mas Camila, onde você passará sua lua-de-mel?", no que responderei: "Nas lojas de 1,99 da Teodoro Sampaio e na Leroy Merlin, qq6achao??".
Será que escolhi a hora errada pra voltar a estudar?
E nem posso pensar em desistir.
Só um adendo: amanhã começo a ser avaliada pela professora cuja alcunha é Dolores Umbridge. *ironia mode on* Vai dar certo! *ironia mode off*
Outro adendo: moro literalmente ao lado de uma escola de dança de salão. E a tortura que é trabalhar e estudar ouvindo a aula de samba rock?
Grandes dilemas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mudança

Eu já fiz mudança de casa algumas vezes, mas nunca sem minha mãe organizando tudo. Dessa vez eu tenho que empacotar minhas coisas, algo que eu sempre fiz, mas terei também que organizar a logística das caixas. Ainda nem comecei a ensacar roupas e empacotar livros e documentos e a mudança já é sábado. Palmas para mim!
Por isso, venho aqui pedir ajuda a vocês. Vocês que certamente já saíram de baixo da asa da mãe há mais tempo e já fizeram mudanças: alguma dicas? Muitas dicas? Ajudem esse casal prestes a realizar o sonho do apartamento alugado!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Foco: não trabalhamos
Pego o aparelho de celular novo, tento editar um contato, não consigo, xingo e sinto saudade do meu Nokia. Dou F5 no meu outlook. Entro no email da empresa, respondo um email, saio do email da empresa, entro no meu email pessoal. Pego o celular de novo e ajusto o despertador para amanhã. Fico escolhendo o melhor toque para acordar - afinal, isso é muito importante. Deixo o pc de lado, passo pro notebook. Fico olhando pra tela aberta com o exercício que tenho que preparar. Vejo que recebi um email no outlook do pc. Vou pro pc e respondo o email. Entro no Facebook. Entro no Twitter. Saio de ambos. Volto para o email pessoal. Consigo editar um contato no celular e penso que foi excelente escolha ter dado o Nokia pro meu namorado.Tento desativar o tal de motoblur, não consigo, sinto saudade do Nokia novamente. Mas aí consigo desativar o motoblur e acho que fiz uma boa escolha de aparelho (principalmente porque paguei 30 reais por ele). Olho de novo pro exercício no notebook e começo a ter ideias. Pego o lápis para rabiscar minhas ideias e vejo que o mesmo precisa ser apontado. Pego o apontador e vejo que o depósito dele está cheio. Jogo os restos mortais de lápis no lixo e penso que deveria escrever no blog. Escrevo mas fico de olho na tela do notebook, com a aula que não consigo preparar.
E tudo isso por que?
Porque não consigo parar de pensar que se não fosse uma homônima desgracenta que mora em Valinhos e está sendo processada, eu já teria alugado meu novo lar.
Não dá ter foco quando se tem uma homônima fraudulenta solta por aí, manchando o nome dela, que vem a ser também o meu nome.
Tem como ter foco com uma ameaça dessas solta pelas ruas?
Não tem, gente, não tem.
E tudo isso por que?
Porque não consigo parar de pensar que se não fosse uma homônima desgracenta que mora em Valinhos e está sendo processada, eu já teria alugado meu novo lar.
Não dá ter foco quando se tem uma homônima fraudulenta solta por aí, manchando o nome dela, que vem a ser também o meu nome.
Tem como ter foco com uma ameaça dessas solta pelas ruas?
Não tem, gente, não tem.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
You make my dreams come true
Num dia feliz é assim que me sinto:
E hoje, mais do que nunca, eu quase saí cumprimentando as pessoas pela Avenida Paulista, enquanto ouvia Queen e controlava minhas pernas para que elas não saíssem dançando!
E hoje, mais do que nunca, eu quase saí cumprimentando as pessoas pela Avenida Paulista, enquanto ouvia Queen e controlava minhas pernas para que elas não saíssem dançando!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tá f*da Brasew!
Chegou setembro, já estamos no final do ano e logo mais decorações de Natal invadirão as ruas e shoppings. Por mais que isso dê uma sensação de que nada mais vai acontecer, afinal, o tempo tem passado cada dia mais rápido, na minha vida coisas muito importantes acontecerão entre esse mês e o mês que vem. Meu namorado se mudará para São Paulo e vamos nos casar. Finalmente, depois de quase dois anos de viagens mensais, distância e muito dinheiro gasto com ligações e passagens. Isso sem contar toda dificuldade que é ter um relacionamento a distância. Amiguinhos, só entrem nessa se a pessoa valer muito, MUITO a pena, viu? Fica a dica.
Estamos muito felizes mas, ao mesmo tempo, completamente perdidos. Estamos na fase de procurar apartamento e pensar em móveis e eletromésticos, mas a escolha de aluguel depende de vários fatores. Compra de móveis também. Estou com a cabeça a mil por causa disso e por milhares de outras coisas. E se a grana não der? E se a gente não conseguir comprar o mínimo? Como farei pra me mudar, casar e ainda manter meu bom desempenho no curso? E como farei pra me casar, mudar, manter bom desempenho no curso e administrar minha empresa?
Eu não sei como eu ainda não comecei a surtar. O curso que estou fazendo é pesado demais. Eu estou amando, amando mesmo. Mas temos muita coisa pra fazer semanalmente. E ninguém vive só do curso. Eu ainda dou aulas. E tenho que cuidar do meu negócio. Tenho tentado manter a cabeça assim: de segunda a quinta eu trabalho e faço meus trabalhos escolares (rá). Sexta-feira, dia do curso, eu não penso em mais nada. Tem dado certo, até porque nas aulas eu não consigo pensar em outras coisas, senão me perco e fico igual à menina maluca que a cada 5 minutos diz que está "lost" (e ela ganhará muitos poosts porque toda semana ela apronta alguma maluquice). Mas com a iminência da mudança e vinda do meu amô não sei se conseguirei manter essa divisão e organização mental.
E tem toda aquela parada de enxoval, né? Que, convenhamos, é um saco. Eu não tenho nada de enxoval. Odeio falar a respeito, acho um assunto mulherzinha demais. Não gosto dessas tradições casamenteiras, tipo chá bar e chá de cozinha. Chá de lingerie me dá engulhos. 20 mulheres loucas num mesmo ambiente falando de calcinha, deus me livre e guarde, isso é quase a descrição do inferno pra mim. Sem contar que não quero amiga minha escolhendo o baby doll que usarei com meu marido. Isso é muito íntimo, por mais que eu seja íntima das minhas amigas. E nem começarei a discorrer sobre chá de bebê porque só pensarei nisso daqui a alguns anos e porque é outra coisa chata e louca. Thanks, but no thanks.
Só que chá de cozinha é meio necessário para recém-casados que estão começando a vida a dois com uma mão na frente e outra atrás. Então além de tudo aquilo que eu disse que estou pensando e fazendo, agora estou também pensando numa alternativa menos mala para um chá de cozinha. Já pensei numa alternativa que provavelmente agradará gregos e troianos. Mas eu morro de vergonha de pedir presentes. Eu queria uma festinha sem pedir nada. A pobreza me impede de fazer isso, terei que pedir presentinhos.
Eu fico impressionada quando vejo casais que fazem festa, compram apartamento, mobiliam tudo lindamente e ainda viajam em lua-de-mel. De onde tiram tanto dinheiro, Senhor? Não conseguiremos fazer num um décimo disso e já estamos de cabeça cheia.
É difícil ser gente grande.
E depois desse longo desabafo (e outros virão, certamente, tenham paciência comigo), eu só digo que no meio de todas essas incertezas e ocupações, a única certeza que tenho é, na verdade, a única que preciso: eu amo meu namorado e tenho certeza que quero construir uma vida ao lado dele. :-)
Estamos muito felizes mas, ao mesmo tempo, completamente perdidos. Estamos na fase de procurar apartamento e pensar em móveis e eletromésticos, mas a escolha de aluguel depende de vários fatores. Compra de móveis também. Estou com a cabeça a mil por causa disso e por milhares de outras coisas. E se a grana não der? E se a gente não conseguir comprar o mínimo? Como farei pra me mudar, casar e ainda manter meu bom desempenho no curso? E como farei pra me casar, mudar, manter bom desempenho no curso e administrar minha empresa?
Eu não sei como eu ainda não comecei a surtar. O curso que estou fazendo é pesado demais. Eu estou amando, amando mesmo. Mas temos muita coisa pra fazer semanalmente. E ninguém vive só do curso. Eu ainda dou aulas. E tenho que cuidar do meu negócio. Tenho tentado manter a cabeça assim: de segunda a quinta eu trabalho e faço meus trabalhos escolares (rá). Sexta-feira, dia do curso, eu não penso em mais nada. Tem dado certo, até porque nas aulas eu não consigo pensar em outras coisas, senão me perco e fico igual à menina maluca que a cada 5 minutos diz que está "lost" (e ela ganhará muitos poosts porque toda semana ela apronta alguma maluquice). Mas com a iminência da mudança e vinda do meu amô não sei se conseguirei manter essa divisão e organização mental.
E tem toda aquela parada de enxoval, né? Que, convenhamos, é um saco. Eu não tenho nada de enxoval. Odeio falar a respeito, acho um assunto mulherzinha demais. Não gosto dessas tradições casamenteiras, tipo chá bar e chá de cozinha. Chá de lingerie me dá engulhos. 20 mulheres loucas num mesmo ambiente falando de calcinha, deus me livre e guarde, isso é quase a descrição do inferno pra mim. Sem contar que não quero amiga minha escolhendo o baby doll que usarei com meu marido. Isso é muito íntimo, por mais que eu seja íntima das minhas amigas. E nem começarei a discorrer sobre chá de bebê porque só pensarei nisso daqui a alguns anos e porque é outra coisa chata e louca. Thanks, but no thanks.
Só que chá de cozinha é meio necessário para recém-casados que estão começando a vida a dois com uma mão na frente e outra atrás. Então além de tudo aquilo que eu disse que estou pensando e fazendo, agora estou também pensando numa alternativa menos mala para um chá de cozinha. Já pensei numa alternativa que provavelmente agradará gregos e troianos. Mas eu morro de vergonha de pedir presentes. Eu queria uma festinha sem pedir nada. A pobreza me impede de fazer isso, terei que pedir presentinhos.
Eu fico impressionada quando vejo casais que fazem festa, compram apartamento, mobiliam tudo lindamente e ainda viajam em lua-de-mel. De onde tiram tanto dinheiro, Senhor? Não conseguiremos fazer num um décimo disso e já estamos de cabeça cheia.
É difícil ser gente grande.
E depois desse longo desabafo (e outros virão, certamente, tenham paciência comigo), eu só digo que no meio de todas essas incertezas e ocupações, a única certeza que tenho é, na verdade, a única que preciso: eu amo meu namorado e tenho certeza que quero construir uma vida ao lado dele. :-)
Assinar:
Postagens (Atom)
