quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Realizando meu sonho adolescente

Quando eu falo que "I've had the time of my life" é uma das minhas músicas favoritas as pessoas acham que estou sendo engraçadinha. O mesmo acontece quando declaro meu amor a Dirty Dancing. Não é gracejo, gente. Eu amo mesmo. Foi Patrick quem me fez ter vontade de aprender a dançar. Patrick e todos os filmes de dancinha dos anos 80. E aí minhas amigas do colégio faziam jazz e eu não dançava nem em casa, porque morria de vergonha. Morria de vontade de dançar, mas a vergonha era maior. Aí uma vez, num aniversário de uma amiga, rolou uma competição de dança. As meninas deviam dançar igual à Xuxa e Paquitas (!!!!) e os meninos eram os jurados. Eu me empenhei muito, para compensar a desvantagem de não fazer aulas de dança, algo que as meninas faziam. E me empenhei tanto que esqueci que estava usando uma calça de moletom (!!!) meio larga. A calça caiu até metade da minha bunda. A competição acabou e eu só voltei a tentar a dançar quando já tinha uns 15 anos.

Mas vontades latentes crescem, né. Muito. E eu cresci fascinada por dança, principalmente por jazz. Tornei-me adulta, perdi a vergonha de dançar em público, comecei a ir pras buatchys e aí ferrou. Realmente perdi a vergonha. Aí veio a dança de salão e eu percebi que ao menos coordenação eu tenho. E então juntei a fome com a vontade de comer: preciso fazer exercício físico e amo dançar. Foi então que, ontem, comecei a fazer jazz.

O que posso dizer?

Bem, digo o seguinte: POR QUE DEMOREI TANTO PRA COMEÇAR?

Eu nasci pra isso, gentem!

E o professor faz coreografias dramáticas. E pede pra gente fazer carão, jogar a franja e fazer cara de "it's me, bitch". Sério, me senti em casa.

Só digo que ontem já dancei uma coreografia onde rola um catwalk maravilhooooso. Saí de lá querendo fazer catwalk na Heitor Penteado. Olha o perigo!


Aguardem, portanto, posts contando minhas desventuras como bailarina (cof cof).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Olha, sei que o post abaixo foi mega pau mole, mas se eu não puder ser pau mole no meu aniversário, quando poderei sê-lo?

CUT ME SOME SLACK!

O peso dos 32.

É com um pouco de pesar que atinjo a marca dos 32 anos. É o primeiro ano em que decido não comemorar. É o primeiro ano em que eu realmente não quero fazer aniversário. Nem nos 30 eu me senti assim. E o pior é que eu não consigo explicar racionalmente o motivo desse desânimo com relação ao meu aniversário. Não estou com problemas, não estou triste, minha vida está feliz. Mas eu acho que a idade está começando a pesar.

Eu não me sinto com 32 anos. Eu me sinto mais nova. Eu não pareço ter 32 anos, pareço ser mais nova. Mas mesmo com toda essa suposta juventude, a verdade é sim, eu tenho 32. E meu corpo está diferente, minha pele está diferente. Nunca pensei que eu fosse encanar com esse tipo de coisa. Medo de peitos caídos era tão fora do meu mundo que, agora que eu comecei a ter medo de ficar igual índia em período de amamantação, estou quase em pânico. E se de repente eu começar a achar que só plástica resolve? Eu não duvido que eu fique insana a esse ponto.

Desde que eu fiz 30 anos eu engordei uns 7 quilos. Numa pessoa baixinha como eu, isso faz diferença. E para alguém que nunca na vida teve que se preocupar com aumento de peso ou alimentação, isso é um susto. Eu confesso: eu não sei lidar com esse aumento de peso. Nunca precisei lidar com isso. Precisava lidar com a dificuldade de engordar. E agora eu ouço "nossa, você está mais cheinha, né?". Cheinha é o seu passado. O mundo é cruel com quem está abaixo do peso, o mundo é cruel com quem está minimamente acima do peso, nem vou comentar o quanto é cruel com as moças gordinhas. O mundo é cruel. Se eu puder dar algum tipo de conselho às meninas magras com menos de 30, esse conselho é: não se preocupem por estarem abaixo do peso. Depois dos 30, isso muda.

Então, é isso. 32 anos, medo de ficar enrugada, da pele ficar feia, de engordar ainda mais, de ficar com peitos caídos, da minha bordinha de muffin da Starbucks virar borda recheada de Pizza Hut, enfim, medos. Taí o motivo d'eu estar azeda por fazer 32. Medo de não me reconhecer no meu corpinho que, por anos e anos foi tão no lugar. Desculpem-me se não me empolgo com a velhice. Desculpem-me se pareço louca, mas acho que no dia do meu aniversário tenho esse direito. E desculpem-me se aqui não rola toda uma mensagem de esperança e beleza. Mas vocês não têm medo da velhice? Das rugas? Da gravidade? Contem-me. Ajudem-me a me sentir menos louca.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desejos para 2011, parte 2

Eu sou rancorosa. Não com coisas sérias e pessoas que eu amo de verdade, mas com pequenezas. Hum, parando pra pensar mais a fundo, não são pequenezas, mas são coisas vindas de pessoas que não moram no meu coração. E eu fico pensando "se não moram, não importam tanto, então por que raios guardar essa mágoa de caboclo?". Não sei. Só anos de análise pra entender.

Um acontecimento:

1) Há anos uma louca passou pela minha vida. Louca nível sociopata. Eu tinha esse grupo de amigos, ela era namorada de um dos meus melhores amigos na época. Sabe-se lá por que diachos ela resolveu que eu não era digna. Plantou a semente da discórdia por meses. Quando a bomba explodiu e a diarreia que ela havia criado sobre mim atingiu o ventilador em cheio, amigos meus pararam de falar comigo. O namorado dela, grande amigo da época, parou de falar comigo. Restaram poucas pessoas ao meu lado, amigos que são amigos até hoje e a quem eu amo profundamente. A louca seguiu quase um ano fazendo travessuras envolvendo meu nome. Se passou por mim na internet, fez miséria mesmo. E eu lá, trabalhando e sofrendo. A vida seguiu e minha vida se divide em A.C. e D.C., mas esse C não é Cristo, e sim a inicial do doce apelido dado a essa doidivanas. Como vovó dizia, mentira tem perna curta. Poucos anos se passaram até que começaram a descobrir todas as sandices dignas de Nazaré Tedesco da tal menina. E dentre as descobertas, uma delas é que eu não era o que ela tinha falado e nem feito nada daquilo. Meu ex amigo me procurou pra pedir perdão. Eu o desculpei. Claro que rolou aquele gostinho doce de vingança, mas enfim, eu o desculpei. Final do ano passado um dos amigos que parou de falar comigo porque acreditou na Nazaré me achou no Facebook e me adicionou. Eu aceitei e esperei ele vir falar comigo. Claro que ele veio: me mandou mensagem. Na minha cabeça, essa mensagem TINHA que conter uma introdução a um pedido de desculpas por ter deixado de lado minha amizade de alguns anos pra ficar ao lado de uma sociopata que merece internação. Não me importa quantos anos se passaram, eu não esqueço. Nunca vou esquecer. E eu sigo em frente, desde que a pessoa admita que fez merda. Porra, eu sou confrontational. Eu não jogo pó pra debaixo do tapete. Eu não deixo assim só porque vai dar trabalho. Eu vou até Brasília fazer exame de DNA, acho que isso já diz muito. Pois bem, o cara me manda email como se nada tivesse acontecido. Só faltou dizer que eu estou sumida. Mas vá pro caralho, né, amigão. Se você esqueceu, eu não.

Esse é só um exemplo. Eu sou capaz de remoer coisinhas por muito tempo. Eu desculpo facilmente quem eu amo ou quem eu amei. Mas com quem nem é isso tudo, acho que rola um pensamento (insano) de "nossa, você teve o desplante de dar mancada comigo mesmo não sendo uma das minhas pessoas preferidas no mundo? Só os bons podem fazer isso". E pronto, acabou, essa pessoa ganha toda a minha mágoa de caboclo só pra ela.

Não faz sentido, não faz bem e é algo que eu quero melhorar em mim.

Então, em 2011, eu quero menos rancor.

(AVISO: eu não quero nenhum comentário pseudo-religioso-auto-ajuda me falando sobre a importância do perdão. 32 anos em família espírita, EU SEI dessa importância. Então, antes de vir me dar sermão sobre ser uma pessoa melhor, perceba que estou tentando isso, à minha maneira. Beleza?)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Desejos para 2011, parte I

Olha, se eu pudesse escolher uma única coisa para o mundo, não seria a paz mundial. Seria noção para todos. Noção de individualidade, coletividade, espaço. Acho que o principal é a noção de coletividade, mesmo. Eu acho que as pessoas perdem a noção a cada dia que passa. Se
continuarmos assim, muito em breve eu me mudarei para as colinas, porque será impossível conviver em sociedade sem desenvolver uma úlcera ou sem sair dando kung fus em geral. Como eu não sei lutar nada e não quero ter úlcera, gostaria muito que meu desejo fosse atendido.

Noção, minhas amiguinha, é o que desejo a todos nós.

E a primeira noção que eu gostaria que as pessoas tivessem é:

Fones de ouvido existem e estão aí para serem usados.

Caléga pábre de espírito, sabemos que você conseguiu comprar aquele celular com MP3 player. Parabéns pela conquista material, clap clap clap! No entanto, isso NÃO quer dizer que você deva compartilhar suas músicas com os demais seres habitantes desse grande planeta azul. Ao contrário do que você pensa, ouvir música alto não é sinônimo de cool. É sinônimo de c* mesmo. É chato impor o que você ouve aos demais, mesmo que você decida fazer isso no meio da rua, que não é espaço fechado. A moça que está andando à sua frente não está a fim de ouvir Luan Santana. Você está a fim de ouvir a música barulhenta que ela ouve? Não, né. Então, calhéga. A vida é assim. Você acha super legal ouvir "a Chatuba come c*, mas também come x*r*ca, lalala é o bonde dos Carecas", mas o mundo ao seu redor não acha. E olha a grande revelação do dia: o mundo não gira ao seu redor. Então, gatinhos e gatinhas, vamos economizar na tatuagem de golfinho e vamos comprar um fone de ouvido pro seu celular. Isso não ajuda a camada de ozônio e nem é uma atitude sustentável, mas é uma gentileza para com o mundo - e o mundo precisa muito de sua gentileza.


(eu sempre imagino entrar em algum ônibus com uma caixa de som bem potente e, no primeiro acorde musical vindo de qualquer merda de celular, ligar a minha caixa boazuda no último volume e mandar geral pro espaço igual no clipe de "Black or White". Se alguém quiser realizar esse meu desejo, também está bom)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Divagações randômicas de fim-de-ano

Então é Natal, já diria Simone naquela famigerada "música". Ontem meu marido me perguntou se eu fico ansiosa para o Natal. Não, não fico. Eu fico ansiosa pra comer tender, adoro tender. Não fico ansiosa por presentes. Acho legal presentear as pessoas, mas eu só presenteio pessoas extremamente próximas (marido, mãe, irmão, talvez alguns amigos) porque é o que o dinheiro permite. Amo dar presentes, mas acho que isso é algo que pode ser feito o ano todo. Pra mim, racionalmente e sendo não católica, não faz sentido nenhum falar sobre o nascimento de Cristo, renascimento (nunca entendi, afinal, ele só renasceu no domingo de Páscoa, não é?), menino Jesus e essas coisas todas. Recebo inúmeras mensagens de fim-de-ano com esses elementos. Não acho ruim, mesmo. Se a pessoa mandou, é porque significa pra ela e eu respeito isso. Mas algumas coisas hoje em dia são tão feitas no piloto automático, né? Mensagens de Natal. A obrigação de TER que mandar cartões, mensagens e afins. Eu não tô a fim de mandar mensagem pra ninguém. Sempre fui uma New Year's Eve person, então eu costumo mandar mensagens de Ano Novo. Simplesmente porque fazem mais sentido para mim, eu realmente entendo o Ano Novo como uma maneira de recomeçar/mudar mas também respeito quem acha que é só mais um ano. Eu não sei se estimularei meus futuros filhos a acreditarem no Papai Noel. Não estragarei a fantasia nem o mito, mas não vejo muito sentido em estimular essas coisas. Eu acreditei em Papai Noel até muito tarde, acreditei em coisas bem nada a ver até muito tarde e não acho que tenha sido saudável para mim. Ainda não decidi que religião seguir. Ainda não decidi se quero seguir uma religião apenas. Por que diabos eu devo fazer pessoinhas acreditarem em algo se eu mesma não sei no que eu devo ou posso acreditar? Eu cresci numa família religiosa, espírita, recebi e recebo muita orientação espiritual. Mas fico muito descrente quando vejo pessoas da minha família, que ouviram a vida toda que não devemos julgar e coisas assim, julgando os outros porque são "alternativos". Eu nem sei que diabos mais nessa vida é ser "alternativo". É difícil não ter achado um lugar no mundo. É difícil não se sentir em casa com sua família. Mas talvez seja isso mesmo, né. Talvez minhas expectativas a respeito de família sejam exageradas. Talvez o papel da família seja esse: mostrar que amor de verdade é asssim - você sente vergonha alheia, você acha que a pessoa fala absurdos, mas você ama. Talvez amor seja isso mesmo, saber conviver com os defeitos do outro. Meus gatos derrubam qualquer vaso que eu tenha em casa. Eles fazem a maior bagunça do mundo. Eu os amo. Meu marido é um pouco preguiçoso. Ele nunca guarda as roupas que eu passo. Eu o amo. Muito. Ele me faz ter a sensação de bem-estar de estar em casa. Ele faz com que eu me sinta confortável sendo eu mesma. Ele chegou pra mim há dois anos novos, confirmando a teoria de que, pra mim, o que vale é o ano novo. Eu posso passar Natal com quem for, na casa de quem for, ouvindo sobre Menino Jesus ou luz ou espírito ou qualquer outra coisa que não me faça tanto sentido racionalmente - desde que meu marido esteja comigo; me fazendo lembrar que, no final dessa baboseira comercial toda, essa obrigação familiar toda, essa obrigação louca de encontrar pessoas e fazer amigos secretos e coisas assim - no final, o que vale MESMO é o amor.

All you need is love.

E se o amor para você é estar cercado pela família, ou pelos amigos, ou então estar sozinho no meio do nada, so be it! Não é melhor assim? :)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E como vai essa força?
















Fotos fora de ordem. Chá de karaokê, show do Mika com presença de Renata, moqueca que eu fiz na panela wok linda que ganhei, já é Natal na porta de minha casa, Malaquias e Margarida lindos da minha vida.

Tenho andado meio ocupada! ;-)

Na semana que vem o CELTA acaba e minha vida se acalmará um pouco.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alívio

Foi um alívio o término das eleições. Estava pensando outro dia que o Twitter tornou as eleições algo muito chato, mas não. O Twitter é só um veículo. O que tornou tudo muito chato foi a ideia da maioria das pessoas de que elas devem falar tudo o que pensam o tempo todo, sem filtro algum. É esse o problema. Em nome de uma liberdade de expressão que eu chamo de falta de senso, todo mundo virou cientista político. E por favor, não me entendam mal: acho sim que as pessoas devem falar o que pensam. Se não fosse a favor disso não teria blog desde 2001. O problema é que as pessoas cismaram que devem falar o que pensam atacando quem pensa diferente. Isso não é liberdade de expressão, é agressividade gratuita. O direito à opinião é garantido por lei, mas muitas pessoas, nesse período eleitoral, entenderam isso errado. Entenderam que o direito à opinião é garantido por lei desde que não haja opinião diferente. E dá-lhe catequese em 140 caracteres. Dá-lhe falta de respeito. E a defesa não era pelos partidos. Era pelos candidatos, apenas. Parecia coisa de escola, duas turmas rivais brigando, algo maduro nesse nível. Um falava que o Serra é xixi, outro falava que a Dilma é cocô. E o bairrismo? Porque eu sou paulistana, é CLARO que eu voto no Serra. Um amigo do meu marido começou a fazer o maior discurso pra mim porque eu disse que não votaria na Dilma. "Ah, mas é claro, paulistana, elite, só pode votar no Serra". Eu não suporto o Serra. "Sabia, é despolitizada, porque olha, isso é tão absurdo quanto votar no Serra". "São Paulo é os Estados Unidos do Brasil". E isso era pra ofender? Pra mim é quase como xingar de bobo e feio. Todo mundo se levando tão a sério, levando suas próprias opiniões tão a sério. Será que é isso mesmo que faz a diferença? Será que vomitar dados em cima de quem discorda de você é defender sua opinião ou é apenas uma maneira de mostrar ao mundo como você é sabereta - ou seja, como você precisa se auto-afirmar?

Acho que as redes sociais contribuiram apenas para aflorar o chato que existe em cada um de nós. E, claro, também para mostrar o quanto o mundo inteiro (eu inclusa) precisa de muita, muita terapia.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Apareceu a Margarida, olê, olê, olá



Meu marido escolheu trazer a Frida pra mim porque eu havia dito que ela é linda e maravilhosa. E ele quis fazer uma surpresa. A irmãzinha do Malaquias estava bem e com a companhia de outros gatinhos. Não somos pessoas desalmadas que largaram a gatinha lá abandonada.

Até porque, quando fui devolver a Frida não resisti e trouxe a irmã de Malacão (ele já tem apelido) pra casa. Demos a ela o nome de Margarida. E ela é o oposto de Frida. Pede colo, anda atrás da gente, brinca pela casa. Linda! Só não foi lindo ter que lavar a louça hoje com um gato pendurado em cada uma de minhas pernas. Literalmente. Mas enfim, ossos do ofício de ter adotado dois baby cats!

Bye bye Frida

Vem, Frida, vem ser endemoniada aqui fora! Volta já pro pet shop!

Tive que devolver Frida. Ela só gritou a noite toda. Se eu tentasse chegar perto ela rosnava pra mim. 20 anos tendo gatos na minha vida. 20 anos nessa indústria vital e nunca gato nenhum rosnou pra mim, muito pelo contrário - eu consigo fazer amizade até com gato de rua. Achamos que ela estava com medo da gente, com saudade dos irmãos, que não gostou de nossa maison... E achamos que seria melhor pra ela voltar pro pet shop ao invés de ficar aqui em casa gritando e se escondendo.