quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Aquele vexaminho gostoso no Natal
Resolvi usar uma blusa de alcinha, e pensei que a melhor alternativa para conter os peitos era aquele invisible bra. Aquela parada que cola nas tetas, isso mesmo. Já usei em casamentos e deu certo, por que não daria certo lá, com uma simples alcinha?
Já foi difícil aquele trem colar com a transpiração no stop. Mas colei. Passei parte da noite me certificando que estava tudo no lugar - pensando agora, eu acho que as pessoas devem ter achado que tenho algum TOC com relação aos meus peitos.
A prima do meu marido levou o videogame e tinha jogo de dancinha. GEN-TEM, vocês sabem o quanto eu amo dancinhas? E jogo de dancinha? Pois bem, eu amo, não resisto. Já fiquei com torcicolo por me dedicar muito à coreografia de "Whip my hair" - o pescoço quase deslocou, mas minha pontuação foi máxima, SCORE.
Estávamos lá pulando horrores, dançando. Uma música, ok. Duas músicas, o sutião começou a dar uma soltadinha. Três músicas e eu dançava com uma mão livre a outra segurando um peito, mas parar de dançar, jamais. Quatro músicas e PAH, pari um sutiã. O danado escorregou e caiu pela blusa, caiu no chão, e a a família olhando pra mim. Recolhi aquele pedaço de borracha cor-da-pele do chão, chacoalhei no ar e disse "Ih, gente, caiu tudo, tá tudo solto aqui".
Guardei o invisible bra na bolsa. E como se nada tivesse acontecido, com a maior cara lavada do mundo, voltei à dancinha. Pulei menos, mas ganhei o jogo.
Flawless victory.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Um ano
Os dias seguintes foram tristes e estranhos. Até hoje eu penso quase todos os dias da mesma maneira que comecei a pensar naquele dia, naquele 11 de outubro: "dos males o menor". Fiz muito esforço para não fazer drama, para ser positiva, para me manter bem, porque tudo isso é essencial. E todos os dias eu pensava "dos males o menor, que bom que não é um tipo pior de câncer, que bom que não farei quimioterapia". Eu precisava desse consolo. E preciso dele até hoje.
Um ano depois eu posso confessar que eu fiquei apavorada. Muito apavorada. Eu tive crise de ansiedade. Crises. Eu sabia que não ia morrer, mas é horrível saber que tem uma coisa daquelas no seu corpo, que pode se espalhar. Eu tive sorte de ter um tipo de câncer que raramente se espalha. Mas existe câncer de tireoide que é mortal. Existe sim. Ou quando ele está grande, ele passa pros ossos, e aí fode tudo. Eu não tive isso e sou agradecida por isso. Mas eu fiquei apavorada. Quando eu fiz a cirurgia acordei da anestesia, a médica veio me dizer que tiveram que tirar tudo pois eu estava com os dois lados da tireoide comprometidos. Eu chorei e ela dizia "você vai ficar bem...". Eu estava chorando de alívio. Puro alívio. Porque aquele monstro estava fora do meu corpo.
É essa a sensação: que você tem um monstro crescendo dentro de si. Um monstro que assusta você, e apavora quem está com você. Eu chamei meu monstro de Voldemort. Eu até brinquei que ia dar um avada kedavra no meu Voldemort pessoal e aquilo ia acabar. Mas meu Voldemort foi e deixou pequenas consequências físicas. E, claro, psicológicas. Quem lê meu blog sabe que 2012 foi um ano horroroso em todos os sentidos possíveis. Minha vida pessoal estava uma zona, minha vida profissional e financeira estavam indescritivelmente ruins, eu me sentia sozinha, me sentia desamparada.
Sei que estou dando voltas e voltas e não chegando a lugar nenhum, mas sabem quando você precisa escrever? Fico pensando que 2013 está sendo ótimo. Mas está sendo normal. Só que nenhuma desgraça aconteceu e eu tenho plantado bem meus frutos profissionais. É isso que eu queria: um ano normal.
Essa semana um aluno meu, novinho, 23 anos, estava me falando que tem crises de ansiedade porque não sabe bem como conduzir a própria carreira. Fiquei conversando com ele e ouvindo, e comigo pensando "se ele conseguisse ao menos imaginar o quanto a vida ainda vai dar uns tapas na cara dele e depois ajudá-lo a levantar...". Só falei "você vai ver que a vida vai simplesmente acontecendo e não temos controle sobre algumas coisas. Just let go".
O que ficou do que passei ano passado é que a vida é esse exercício diário de desapego. De deixar acontecer. Ainda estou aprendendo.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
O que vestir
Os anos passaram, eu comecei a comprar minhas roupas, eu passei a ser uma das principais responsáveis pelo lucro da Renner e da C&A, e a síndrome continuava. Balada na sexta? Ai, meu deus, o que vestir? Jantar no domingo? Ai, meu deus, o que vestir? Ida ao parque? Ai, meu deus, o que vestir? Fico tensa até hoje - até porque pagar aluguel fez com que eu comprasse bem menos roupas - e sofro um pouco calada por não ter tantas opções de variações de modelitos. Porque, imagine, repetir roupa?
Tenho a festa de um amigo nessa sexta e já sei que precisarei de uma blusa nova para ir, porque com esse grupo de amigos já esgotei meu estoque limitado de peças. "Tenho" que comprar uma blusinha nova, né? "Preciso". "Mereço". Ops, esse último, sem aspas: mereço. MEREÇO. Tenho um casamento na outra semana, e é claro que a roupa está decidida, até porque é meu único vestido de festa. Mas sofri levemente quando fui convidada, porque é casamento no fim da tarde, e puxa, será que o longo é apropriado? E pro casamento de uma das minhas melhores amigas, em dezembro? Já tenho duas opções de roupas. Natal? Usarei o vestido que eu não usar no casamento da melhor amiga (é casamento informal, né, gentz. Não vou de longo pro Natal).
Tudo isso pra contar que eu entendo, perfeitamente, quando tenho esse tipo de diálogo com uma amiga:
Eu: Então, daqui DOIS ANOS provavelmente vai rolar esse evento tal, importante.
Ela: Legal!!!! E já sei até o que vestir.
Eu: Hahahaha, que bom!
Ela: Sim, e tenho duas opções de vestidos.
Amiga, eu te entendo. E estamos juntas nessa!
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
A piada em debate
quinta-feira, 25 de julho de 2013
O atraso
Tenho esse aluno muito coxinha que trabalha ali na Faria Lima. Pra quem não conhece, essa avenida é um inferno. Ela tem mais prédios comerciais que consegue suportar e o trânsito ali muitas vezes é impossível. Pra eu chegar na aula desse aluno pego a Faria Lima quase de ponta a ponta. Por causa do trânsito, às vezes não adianta sair de casa com antecedência: invariavelmente eu vou chegar em cima da hora.
Ontem eu cheguei atrasada. Tipo vinte minutos. O trânsito não andava desde a esquina de casa. Comecei a me desesperar. O aluno me mandando mensagens "vai conseguir chegar?"
Eu me desesperei ainda mais. Mandei mensagem avisando que descontaria esse tempo da mensalidade, pedi mil desculpas, disse que compensaria esse tempo depois. Ele é super certinho, devia estar emputecido.
Cheguei na aula, o aluno entra na sala sorrindo e fala "Calma, teacher, calma que seu atraso não tem problema algum, eu entendo!"
Ele quase ganhou um abraço. :)
É bom quando as pessoas são compreensivas. Empatia é quase amor.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Brevíssima retrospectiva
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Desde 2007 eu vivi poucos amores. Mas bem frutíferos. Um que me fez mudar minha maneira de ver a vida, outro que me ajudou num momento muito difícil, e meu marido, amor da minha vida, que está comigo até hoje (e que continue assim amém). Meus amigos são os mesmos, com a benção de Nosso Senhor das Amizades Verdadeiras. Fiz amigos novos, é claro. Mas aqueles de anos, aqueles que uma vez me disseram que iam sair da minha vida (ah, aquela fase da stalker maravilhosa), eles continuam aqui. Sou feliz com as amizades que conquistei na minha vida. Cada uma delas. Sou feliz porque conquistei essas amizades e porque soube mantê-las - mesmo com tudo o que já me aconteceu. Acho isso uma coisa linda, mesmo. Amizades que sabem passar pelas dificuldades junto. De 2007 para cá eu soube quem é meu pai, eu fiz exame de DNA, eu conheci a família que não é minha de sangue, mas que me adotou - mesmo depois de velha. Eu perdi contato com muitas pessoas. Ainda não aprendi a "let go". Estou aprendendo, é uma luta diária. Ainda questiono todos os por quês do mundo. Das minhas relações. Ainda sou uma pessoa que pensa demais. Que analisa demais. E vejo que essas são características minhas - que não têm nada a ver com maturidade. Em 2007 eu tinha uma mãe meio ausente e muito brava, hoje em dia tenho a mãe mais doce do mundo. E presente. Perdoar é bom, viu, gente. Perdoem. E apesar d'eu saber que o perdão é bom, ainda não soube perdoar meu pai biológico. Um dia, quem sabe. Ainda não resolvi minhas questões com meus irmãos por parte de pai. Um dia, quem sabe. Mas superei câncer. Superei problemas sérios. Superei uma fase horrorosa no ano passado. Desde 2007 eu digo que minha palavra é resiliência. E continua sendo.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Chill, bros
Com toda essa ferveção política das últimas semanas, a impressão que eu tenho é que algumas pessoas acham que se pararem de postar sobre política o tempo todo o cérebro delas vai parar e elas vão virar de direita. Ou de esquerda. Porque pra quem é de esquerda, ser de direita é ofensa e vice-versa. Então a galerosa politizadíssima tem que falar sobre seus pontos de vista e também maldizer a oposição ALL THE FUCKING TIME.
Pessoal que ama o PT acorda postando sobre o PT. Pessoal que odeia o PT acorda postando sobre o PT.
Tô quase postando no Facebook: "NEWSFLASH: seu cérebro continuará funcionando caso você não fale de política 24/7".
Quando algo que era pra ser interessante (política é interessante, vai) vira obsessão e agressão verbal o tempo todo, é melhor repensar e tomar aquela coisinha bacana chamada chill pill, sabem? Se não souber o que é, toma um prozaquinho que passa.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Segunda aula de tortura
Ontem foi hatha yoga. Que não vou explicar pra vocês o que é pois eu mesma não sei o que é. Só sei que o hatha yoga costuma ser mais dinâmico, as pessoas não ficam tanto tempo paradas no mesmo asana (postura). Vendo pela tv parece simples, né? Ficar lá, paradona na mesma postura. Gente. Não é NA-DA fácil. Primeiro que eu não tenho força nenhuma nos braços, então eles não aguentam meu corpo e eu começo a tremer feito vara verde. Quase caio em to-dos os asanas que dependem de sustentação com o braço. Ah, Camila, mas com as pernas é diferente, né, amiga? Com as pernas você aguenta.
Não, não aguento.
Minha flexibilidade é baixa. Alguns asanas dependem de ficar sobre um joelho, sobre um calcanhar, ou com os dorsos dos pés no chão, fazendo alguma outra postura com os braços, cabeça e mãos. Não aguento, meus pés começam a ter cãibras. Ontem eu senti vontade de chorar. Chorar mesmo, BUAAAAAAAAAA, não aguento, BUAAAAAAAAAAA tá doendo, BUAAAAAAAAAAAA não consigo nem respirar. Engoli o choro, claro.
Depois de tantas emoções e torsões, cheguei em casa. Dolorida. Exausta. Nunca me senti assim com academia - e olha que em 5 anos eu já fiz academia umas 5 vezes, totalizando uns 3 meses de exercícios. Mas sério, nunca me senti assim depois de malhar.
Eram 10 da noite e eu já estava na cama, tentando ler. Eu sou notívaga, não sinto sono antes da meia-noite. Capotei às 10 e meia, acordei só às 7 de hoje. Dormi direto, sem insônia, sem problemas. Só por isso o yoga já valeu o dinheiro investido.
No mais, só digo: yoga é difícil pra caralho.