quarta-feira, 23 de junho de 2010

A questão Starbucks

Tenho esse problema com a Starbucks: os cafés são caros e todos têm o mesmo gosto. Caso você queira que seu Caramel Machiatto não tenha gosto de café-com-leite, tem que adicionar essência, e aí o que já é caro fica mais caro ainda. Além disso, o cinnamon roll que eles servem é bem safado - eu sei fazer cinnamon roll e sei quando um é safado. O pão de queijo é excelente, mas também acho caro.

E aí, com tantas restrições, o improvável aconteceu: confesso que estou viciada nos cafés sem graça da Starbucks.

Há uma explicação para isso, como há uma explicação para qualquer vício. Minha história começa com meu business associate marcando nossa primeira reunião na Starbucks do Center 3. Tive que ir. As outras reuniões, sempre ali, no mesmo lugar. Como ainda não temos escritório, fiz todas as entrevistas de professores ali. Foram dias indo ali direto. Quando fui me encontrar com a Loo, foi ali que marquei. Pequenas reuniões com professores, sempre ali também. E, quando dei por mim, estava viciada. Mesmo sabendo que cobram preços abusivos pelos cafés e todos eles têm o mesmo gosto, não consegui escapar.

Parte disso se deve ao fato do ambiente do Starbucks ser extremamente agradável. Você pode ficar horas e horas e horas ali (já fiz isso) e ninguém vem te incomodar. Meu associate já comeu lanche do Mc Donald's ali e ninguém falou nada. Já fizemos reunião com nosso advogado pra discutir contrato, amigos chegaram, virou um fuzuê: nunca nem olharam feio pra nós. Na Starbucks posso levar meu netbook e ficar trabalhando sentada numa das poltronas confortáveis. Aliás, adivinhem onde estou agora?

Essa é a merda, sabem? Até o café da Casa do Pão de Queijo é mais saboroso, mas ainda não inventaram uma cafeteria brasileira tão confortável quanto a Starbucks. Me sinto super aconchegada aqui. Mesmo pagando caro por café com leite. Não sei se isso é resquício de outro vício meu - Friends - ou se, no fim das contas, eu gosto mesmo dessa bebida sem graça que servem aqui.

De qualquer maneira, fica aqui meu apelo a investidores cheios da grana: criem uma cafeteria confortável, com poltronas e tomadas para fios de laptops. Com música agradável e cafés que custem um valor justo. É certeza de sucesso. E eu serei cliente fidelíssima.

6 comentários:

Momento Descontrol disse...

Eu não gosto do café e também sou viciada na porcaria do Starbucks e no aconchego que ele oferece.

Mari Biddle disse...

Por aqui elas estao quebrando e fechando. Perderam o apelo e a economia desceu o pau no resto. Mas no BR ainda eh novidade e tem toda aquela atmosfera, neh? Entao, vou tentar te ajudar a se livrar do vicio e salvar dinheiro: Starbucks eh po' de cafe' e agua! Resolveu? Temo que a resposta seja 'nao'.

Pois peça o seu cafezinho e divirta-se.

O jeito eh esperar

Kelli disse...

Eu adooro Starbucks. Pra mim, tem gostinho de Canadá. Vou lá qdo bate saudade, daí como um muffim e um caramel macchiatto.
Eu gostava muito de ir ao Frans Café. As experiencias que tive nos de Sao Paulo não foram as melhores - atendimento ruim e demora, mas em compensação os do ABC, tanto S. Bernardo, S. Caetano ou St. André são excelentes. Se um dia estiver por aquelas bandas, recomendo. O café lá tbém é caro, mas tem todo esse ambiente gostoso que vc descreveu.
Bjos

Loo disse...

E no Starbucks eles sabem que um banquinho é para UMA pessoa

(eu acho caro e nunca paguei pra tomar - nem nos States. Mas sendo caro e vc podendo ficar o tempo que quiser, acho bem justo viu?
Uma cafeteria que cobrasse o preço justo não deixaria vc ficar loitering for a long time)

Dani disse...

O Starbucks é um desses "não-lugares" que, por não terem nada de muito pessoal, deixam qualquer um à vontade. Eu já entrei num para afogar as mágoas num capuccino descafeinado, derramei algumas lágrimas e ninguém olhou para mim - bar de filme noir perde!
Confesso que detesto as comidinhas - tudo muito plástico e gelado, pelo menos aqui, na Inglaterra -, mas adoro o café. Não gosto de cafézinho, espresso, e só tomo café de manhã mesmo, uma xícara grande. Por isso, gosto do tamanho dos cafés, porque dão tempo para uma conversa, leitura, além de terem um sabor equilibrado. Engolir café correndo não é a minha.
Abs,

Aline disse...

Esse valor a mais pago no café é o que custa o conforto e aconchego do lugar. Nada é de graça, nunca.
Imagine se eles cobrassem o mesmo valor que as outras cafeterias e tivessem todo o espaço e infraestrutura que a Starbucks oferece, não iria durar, porque tudo isso custa caro.
Aliás, não conheço a Starbucks..
. Só tô dando pitaco mesmo!
Até