segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Divagações randômicas de fim-de-ano

Então é Natal, já diria Simone naquela famigerada "música". Ontem meu marido me perguntou se eu fico ansiosa para o Natal. Não, não fico. Eu fico ansiosa pra comer tender, adoro tender. Não fico ansiosa por presentes. Acho legal presentear as pessoas, mas eu só presenteio pessoas extremamente próximas (marido, mãe, irmão, talvez alguns amigos) porque é o que o dinheiro permite. Amo dar presentes, mas acho que isso é algo que pode ser feito o ano todo. Pra mim, racionalmente e sendo não católica, não faz sentido nenhum falar sobre o nascimento de Cristo, renascimento (nunca entendi, afinal, ele só renasceu no domingo de Páscoa, não é?), menino Jesus e essas coisas todas. Recebo inúmeras mensagens de fim-de-ano com esses elementos. Não acho ruim, mesmo. Se a pessoa mandou, é porque significa pra ela e eu respeito isso. Mas algumas coisas hoje em dia são tão feitas no piloto automático, né? Mensagens de Natal. A obrigação de TER que mandar cartões, mensagens e afins. Eu não tô a fim de mandar mensagem pra ninguém. Sempre fui uma New Year's Eve person, então eu costumo mandar mensagens de Ano Novo. Simplesmente porque fazem mais sentido para mim, eu realmente entendo o Ano Novo como uma maneira de recomeçar/mudar mas também respeito quem acha que é só mais um ano. Eu não sei se estimularei meus futuros filhos a acreditarem no Papai Noel. Não estragarei a fantasia nem o mito, mas não vejo muito sentido em estimular essas coisas. Eu acreditei em Papai Noel até muito tarde, acreditei em coisas bem nada a ver até muito tarde e não acho que tenha sido saudável para mim. Ainda não decidi que religião seguir. Ainda não decidi se quero seguir uma religião apenas. Por que diabos eu devo fazer pessoinhas acreditarem em algo se eu mesma não sei no que eu devo ou posso acreditar? Eu cresci numa família religiosa, espírita, recebi e recebo muita orientação espiritual. Mas fico muito descrente quando vejo pessoas da minha família, que ouviram a vida toda que não devemos julgar e coisas assim, julgando os outros porque são "alternativos". Eu nem sei que diabos mais nessa vida é ser "alternativo". É difícil não ter achado um lugar no mundo. É difícil não se sentir em casa com sua família. Mas talvez seja isso mesmo, né. Talvez minhas expectativas a respeito de família sejam exageradas. Talvez o papel da família seja esse: mostrar que amor de verdade é asssim - você sente vergonha alheia, você acha que a pessoa fala absurdos, mas você ama. Talvez amor seja isso mesmo, saber conviver com os defeitos do outro. Meus gatos derrubam qualquer vaso que eu tenha em casa. Eles fazem a maior bagunça do mundo. Eu os amo. Meu marido é um pouco preguiçoso. Ele nunca guarda as roupas que eu passo. Eu o amo. Muito. Ele me faz ter a sensação de bem-estar de estar em casa. Ele faz com que eu me sinta confortável sendo eu mesma. Ele chegou pra mim há dois anos novos, confirmando a teoria de que, pra mim, o que vale é o ano novo. Eu posso passar Natal com quem for, na casa de quem for, ouvindo sobre Menino Jesus ou luz ou espírito ou qualquer outra coisa que não me faça tanto sentido racionalmente - desde que meu marido esteja comigo; me fazendo lembrar que, no final dessa baboseira comercial toda, essa obrigação familiar toda, essa obrigação louca de encontrar pessoas e fazer amigos secretos e coisas assim - no final, o que vale MESMO é o amor.

All you need is love.

E se o amor para você é estar cercado pela família, ou pelos amigos, ou então estar sozinho no meio do nada, so be it! Não é melhor assim? :)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E como vai essa força?
















Fotos fora de ordem. Chá de karaokê, show do Mika com presença de Renata, moqueca que eu fiz na panela wok linda que ganhei, já é Natal na porta de minha casa, Malaquias e Margarida lindos da minha vida.

Tenho andado meio ocupada! ;-)

Na semana que vem o CELTA acaba e minha vida se acalmará um pouco.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alívio

Foi um alívio o término das eleições. Estava pensando outro dia que o Twitter tornou as eleições algo muito chato, mas não. O Twitter é só um veículo. O que tornou tudo muito chato foi a ideia da maioria das pessoas de que elas devem falar tudo o que pensam o tempo todo, sem filtro algum. É esse o problema. Em nome de uma liberdade de expressão que eu chamo de falta de senso, todo mundo virou cientista político. E por favor, não me entendam mal: acho sim que as pessoas devem falar o que pensam. Se não fosse a favor disso não teria blog desde 2001. O problema é que as pessoas cismaram que devem falar o que pensam atacando quem pensa diferente. Isso não é liberdade de expressão, é agressividade gratuita. O direito à opinião é garantido por lei, mas muitas pessoas, nesse período eleitoral, entenderam isso errado. Entenderam que o direito à opinião é garantido por lei desde que não haja opinião diferente. E dá-lhe catequese em 140 caracteres. Dá-lhe falta de respeito. E a defesa não era pelos partidos. Era pelos candidatos, apenas. Parecia coisa de escola, duas turmas rivais brigando, algo maduro nesse nível. Um falava que o Serra é xixi, outro falava que a Dilma é cocô. E o bairrismo? Porque eu sou paulistana, é CLARO que eu voto no Serra. Um amigo do meu marido começou a fazer o maior discurso pra mim porque eu disse que não votaria na Dilma. "Ah, mas é claro, paulistana, elite, só pode votar no Serra". Eu não suporto o Serra. "Sabia, é despolitizada, porque olha, isso é tão absurdo quanto votar no Serra". "São Paulo é os Estados Unidos do Brasil". E isso era pra ofender? Pra mim é quase como xingar de bobo e feio. Todo mundo se levando tão a sério, levando suas próprias opiniões tão a sério. Será que é isso mesmo que faz a diferença? Será que vomitar dados em cima de quem discorda de você é defender sua opinião ou é apenas uma maneira de mostrar ao mundo como você é sabereta - ou seja, como você precisa se auto-afirmar?

Acho que as redes sociais contribuiram apenas para aflorar o chato que existe em cada um de nós. E, claro, também para mostrar o quanto o mundo inteiro (eu inclusa) precisa de muita, muita terapia.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Apareceu a Margarida, olê, olê, olá



Meu marido escolheu trazer a Frida pra mim porque eu havia dito que ela é linda e maravilhosa. E ele quis fazer uma surpresa. A irmãzinha do Malaquias estava bem e com a companhia de outros gatinhos. Não somos pessoas desalmadas que largaram a gatinha lá abandonada.

Até porque, quando fui devolver a Frida não resisti e trouxe a irmã de Malacão (ele já tem apelido) pra casa. Demos a ela o nome de Margarida. E ela é o oposto de Frida. Pede colo, anda atrás da gente, brinca pela casa. Linda! Só não foi lindo ter que lavar a louça hoje com um gato pendurado em cada uma de minhas pernas. Literalmente. Mas enfim, ossos do ofício de ter adotado dois baby cats!

Bye bye Frida

Vem, Frida, vem ser endemoniada aqui fora! Volta já pro pet shop!

Tive que devolver Frida. Ela só gritou a noite toda. Se eu tentasse chegar perto ela rosnava pra mim. 20 anos tendo gatos na minha vida. 20 anos nessa indústria vital e nunca gato nenhum rosnou pra mim, muito pelo contrário - eu consigo fazer amizade até com gato de rua. Achamos que ela estava com medo da gente, com saudade dos irmãos, que não gostou de nossa maison... E achamos que seria melhor pra ela voltar pro pet shop ao invés de ficar aqui em casa gritando e se escondendo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Frida vai ou Frida fica?

Passei hoje pela pet shop de onde adotei Malaquias. No aquário de gatos para adoção havia mais três junto com a irmãzinha dele. Um preto, um rajado e um branco, rajado e preto lindo e peludo e ai meu deus, que ternura. Liguei pra Thiago e falei sobre os gatos lindíssimos tendo ataques de Felícia. À noite, ao voltar do trabalho, ele traz uma surpresa: resolveu adotar a gata branca, rajada e preta. É fêmea e deve ser uma semana mais velha que Malaquias. É uma bolinha peluda - ela tem pêlos mais longos, deve ter algum parentesco com persa.

Peguei a gatinha, que ficou no meu colo quieta. Várias exclamações de "ai, que linda" depois, coloquei-a no chão. E foi aí que baixou o exu gritador na bichinha. Ela andou pela casa por horas chorando, chorando alto e gritando. Quando não estava fazendo nenhuma dessas coisas, ela estava rosnando para nós (mais para mim, admito). Achamos que Malaquias a receberia bem, afinal, ele é muito bonzinho. Ledo engano. Ele desceu o cacete na bichana, sem dó nem piedade.

Thiago e seu espírito apaziguador tentaram argumentar com os felinos. Ele passou um bom tempo tentando educar os dois, falando que o crime não compensa e que só o amor constrói. Nada disso resolveu. Estávamos tão atarantados com a gritaria que não conseguíamos pensar num nome pra nenê. Depois de Galateia (wtf??), Isolda e Maria, finalmente optamos por algo mais sonoro: Frida. E, claro, Frida tem o mesmo espírito tempestuoso daquela homônima dela, a Kahlo.

Se Frida não aquietar sua pequena periquita, teremos que devolvê-la amanhã. Como não queremos isso, optamos pela pedagogia piagetiano-construtivista de educação infantil: colocamos Malaquias e Frida no banheiro da área de serviço, com comida, água e a caixinha de pipicat. Eles terão uma noite para se entenderem. É quase um BBB felino. Quero acompanhar de perto esse reality show mas Thiago me deu bronca porque toda vez que abro a porta do banheirinho, eles voltam a chorar.

Amanhã eu volto com mais notícias sobre o reality show felino mais quente da história. Será que Frida convencerá Malaquias de que ela é uma gata fofa e linda? Ou será que Malaquias, movido pelo ciúmes, continuará agindo impulsivamente? Não percam, amanhã, nessa grande nave que é o BBB felino!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novo roommate

Apresento-lhes...



Malaquias, nosso novíssimo (literalmente) roommate.

Não é lindo?

Adotamos Malaquias ontem, de uma pet shop aqui perto de casa. Ele estava com a irmãzinha, mas não tínhamos como adotar dois gatos de uma vez. E queríamos um macho. Confesso que ainda estou de coração partido por não ter trazido a gatinha chorona, mas um passo de cada vez, né? Temos que pagar vacinas e castração de um, pagar de dois, no momento, ficaria pesado.

Malaquias é bagunceiro e dorminhoco. Tem crises de chorinho às vezes, mas é só colocá-lo no colo que passa. É tão pequeno que parece de brinquedo! :-)


ps: eu voltei a escrever no Twitter. Quem estiver por lá e quiser me adicionar, sou a /chuchuchu.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um exame necessário

Comigo funciona assim: eu odeio com todas as minhas forças que desconhecidos em filas em geral, especialmente de banco, puxem papo comigo. Invariavelmente a conversa começará com uma opinião sobre a instituição financeira onde estamos acrescida de reflexões gerais sobre o mau atendimento do local. Em outras palavras: zzzzzzzzzzzzzz. Eu não sei participar desse tipo de conversa, principalmente porque não me interessa. E a pessoa que está tentando puxar assunto não quer conversar, quer apenas desabafar. Se eu cobro pra dar aulas, por que raios vou dar assistência psicológica gratuitamente? Vivemos nesse mundo capitalista, não é mesmo?

Mas, em contrapartida - e só pra ser paradoxal, porque paradoxos são legais - eu AMO ouvir a conversa alheia em filas. Porque quem bate papo em fila tem aquele talento que eu não tenho: o de abrir o coração com completos desconhecidos. Comigo, o papo nunca desenvolve porque a pessoa começa a overshare e eu começo a entrar em desespero. E o esquema da conversa em filas é esse: uma vez passada a indignação sobre a instituição financeira, você começa a falar sobre outras coisas. E é aí que as pessoas começam a falar demais. Eu não gosto de participar das conversas mas tenho essa curiosidade quase mórbida sobre as pessoas e sobre suas vidas e, principalmente, por que elas são assim ou assado. Por exemplo: a louquinha do meu curso. Eu sou meio fascinada por ela. Porque cada maluquice que ela faz eu penso "gente, mas como pode? Por que ela fez isso? COMO ela falou isso? Cadê o filtro social? Será que ela foi criada com os lobos?". E por aí vai. Mas eu não quero conversar com ela e descobrir, até porque não sou psiquiatra, sabem? Então eu fico lá, fingindo que estou lendo alguma coisa, mas, na verdade, estou ouvindo o que ela está falando. E faço isso em todos os lugares. Eavesdropping é uma arte, pessoal.

Ontem eu estava na aprazível (NOT) Caixa Econômica Federal, que nunca está lotada de gente em fila querendo conversar (NOT²). Uma hora e meia pra ser atendida. Uma senhora muito louca de verão tentou puxar papo comigo. Olhei pra figura: batom vermelho meio borrado, cabelos presos num rabo de cavalo no cocoruto, blusa de alcinha sem sutiã.

IMPORTANTE: eu morro de aflição de mulher que não usa sutiã. Invariavelmente os faróis da pessoa se acenderão em algum momento e aí fico super incomodada com aquelas coisas apontando pra mim (ou pros lados, ou pra baixo). Quando a mulher tem muchibinhas, então, tenho vontade de gritar "MY EYES MY EYES". Sutiã é legal, meninas. Sustenta, dá forma e protege sua intimidade. Porque sim, mamilos são íntimos. Não é legal mostrá-los por aí. Grata.

Então, voltando. Eu não dei trela pra senhora do cabelo de ninho de pomba louca e dos mamilos em riste. Maaaaaaaaaaas fiquei ouvindo a conversa. Obviamente. E aí deu-se o seguinte:

Mamilos: Mas a vida, né, menina. Uma loucura. Paro pra pensar e só penso que somos tão pequenos.
Senhorinha simpática: É, né...
Mamilos: Porque pensa bem, tanta gente no mundo, e a vida, que ninguém dá valor.
Senhorinha simpática: Também acho...
Mamilos: Porque olha. Uma coisa eu digo: um exame que todo mundo deveria fazer é colonoscopia.
Senhorinha: ...
Mamilos: Porque é um exame que te abre os olhos pra outras coisas, viu.
Senhorinha: ...

Amiguinhas telespectadora, vejam que conversa sensacional. Filosofia sobre a vida e colonoscopia, na sequência, sem nem dar tempo de pensar num link pros dois assuntos.

E é por esse e muitos outros motivos que eu prefiro ouvir do que falar.

Agora me ajudem: qual será o link que a Mamilos viu entre a vida e colonoscopia? A melhor resposta ganha uma mariola. 1, 2, 3, valendo!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Curtas

- Deu tudo certo na aula de sexta-feira. Dolores Umbridge foi bondosa em sua avaliação. Mas essa semana tenho que entregar um relatório bizarro sobre os alunos. Eu comecei a fazê-lo? Claro que não.

- A maluca do curso está cada dia mais maluca. Eu estou começando a ficar com um pouco de medo dela, de verdade. Porque acho que ela é doida de doida, não doida de chata. Agora ela resolveu que vai amar as pessoas como se não houvesse amanhã - porque ela sabe que a batata dela está assando - ela é rude com geral, incluindo os professores. No meu mundo, se você depende dos professores para receber um certificado de um curso caro e que te dá o maior trabalho, você não vai arrumar confusão à toa com professores. Ela arruma. Mas agora ela quer ser miguxa de todos, pra tentar tirar a batata do forno. É pior. Gente, ela tentando ser normal é muito pior que ela louca. Quando ela tenta ser normal ela solta gargalhadas à toa, no meio da aula. JURO.

- Estou louca, alucinada e criança com a nova temporada de Dexter. Passando mal. Porque Dexter está perdido. Sozinho e com crianças para cuidar. E ele ama as crianças, mas sente aquela necessidade básica de ser serial killer. Sério, é o melhor seriado que eu assisto atualmente!

- Gostaria muito que as eleições já tivessem passado. Porque aturar a boca de urna via internet no primeiro turno foi difícil, agora está muito pior. Sério que os eleitores da Dilma a defendem com unhas e dentes? Sério que os eleitores do Serra o defendem com unhas e dentes? Eu acho isso tão ingênuo. Mas é uma ingenuidade que me irrita profundamente. Mesmo porque não tem como dialogar com essas pessoas. Olha, só digo que quem acredita que Dilma é boa e Serra é mau e vice-versa precisa sair do Fantástico Mundo de Bobby e voltar pra realidade, onde a vida não é maniqueísta desse jeito e onde todo mundo faz merda. Até o Lula fez merda. Então vamos aquietar a periquita? E parar de achar que é muito mais inteligente por que vota na Dilma? Ou parar de achar que é muito mais politizado por que é contra o PT? Fico pra morrer quando leio essas panfletagens no twitter. Fico pra morrer quando vejo que as pessoas realmente se acham melhores e mais esclarecidas por votarem nesse ou naquele candidato. Chá de realidade ninguém quer tomar não?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tá difícil ser criativa

Quando decidi fazer o CELTA eu pensei "agora é a hora, uhu, vamos lá, melhor agora que ano que vem". Claro, pra que postergar? Mas eu não contava que me mudar de casa, de vida, me casar, ocuparia tanto o meu tempo. Eu tenho que dar uma aula amanhã. Cada aula dada no CELTA envolve o preenchimento de uns quatro formulários mais plano de aula detalhado. Um dos formulários é de análise de linguagem. É chato. Eu já comentei com meu professor que é chato e que eu acho que é uma burocracia exagerada. Além dele quase me engolir com os olhos ele tentou justificar dizendo que é importante, que é necessário, porque "oh my God, what if there's someone who really doesn't KNOW Grammar rules?". Eu quase ri, porque eu sei que tem gente lá que não sabe. E sei que não reprovarão ninguém. Então fico achando um cu de burro essa história de ter formulários e etc, sendo que, no final, what's the point? Claro, isso serve para mim, mas vou contar uma coisa: eu não queria ter que dar aulas nesse curso. Eu só queria assistir aulas. Eu adoro assistir aulas e essa parte do curso eu amo. Mas dar aula, jemt? Faço isso todos os dias. Já sou avaliada pelos meus alunos. Dar aulas no curso é ter uma comissão avaliadora sempre. Colegas e professores assistem todas as aulas e te dão feedback. Muitas pessoas são legais e não metem o pau, mas um ou outro dá vontade de dar pescotapa. Na semana em que eu estava louca (estava, hein, como sou otimista) por conta do aluguel que não saía, minha homônima criminosa e afins, eu tive que dar aula. Sobre present perfect. The horror, the horror. Eu nem sei como consegui, mas sei que meu plano de aula incluía até plano de lousa. Não saiu como eu planejei, mas deu tudo certo e até meu professor foi fofo e elogiou - ele sabia de minha situação complicada, mas o dinamarquês não alivia a de ninguém não. Aí vem um zé bedeu que está sempre viajando nas aulas e começa a meter o pau no que eu tinha feito. Meu professor me defendeu, eu me defendi como pude, mas o babaca foi desagradável com todos do meu grupo. Meu cu de azul com glitter pra ele, né. Todo mundo ali está no mesmo barco. Eu falo da professora que fala errado aqui, mas nunca cheguei nem perto de ser indelicada com ela. Aí vem nêgo do nada querendo tirar onda de professorzão? Tá bom então.

Hoje eu tenho que preparar a aula de amanhã e estou aqui, escrevendo. Está impossível ter qualquer criatividade. Eu quero só jantar, assistir seriado, dormir na minha cama nova. Quero usar minha criatividade pra decorar minha casa, sabem? Hoje vi uma ideia ótima de cabeceira de cama com porta, gente, genial. Fui pra Teodoro Sampaio pesquisar porta. Voltei pra casa com uma fruteira, colheres de pau, meio queijo meia--cura, pregadores, saleiro e muitos tapoés. Vocês acham que tem condição d'eu preencher formulário hoje? Tô quase pedindo licença lua-de-mel lá no curso. Aí vão perguntar "Mas Camila, onde você passará sua lua-de-mel?", no que responderei: "Nas lojas de 1,99 da Teodoro Sampaio e na Leroy Merlin, qq6achao??".

Será que escolhi a hora errada pra voltar a estudar?

E nem posso pensar em desistir.

Só um adendo: amanhã começo a ser avaliada pela professora cuja alcunha é Dolores Umbridge. *ironia mode on* Vai dar certo! *ironia mode off*

Outro adendo: moro literalmente ao lado de uma escola de dança de salão. E a tortura que é trabalhar e estudar ouvindo a aula de samba rock?

Grandes dilemas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mudança



Eu já fiz mudança de casa algumas vezes, mas nunca sem minha mãe organizando tudo. Dessa vez eu tenho que empacotar minhas coisas, algo que eu sempre fiz, mas terei também que organizar a logística das caixas. Ainda nem comecei a ensacar roupas e empacotar livros e documentos e a mudança já é sábado. Palmas para mim!

Por isso, venho aqui pedir ajuda a vocês. Vocês que certamente já saíram de baixo da asa da mãe há mais tempo e já fizeram mudanças: alguma dicas? Muitas dicas? Ajudem esse casal prestes a realizar o sonho do apartamento alugado!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Foco: não trabalhamos

Pego o aparelho de celular novo, tento editar um contato, não consigo, xingo e sinto saudade do meu Nokia. Dou F5 no meu outlook. Entro no email da empresa, respondo um email, saio do email da empresa, entro no meu email pessoal. Pego o celular de novo e ajusto o despertador para amanhã. Fico escolhendo o melhor toque para acordar - afinal, isso é muito importante. Deixo o pc de lado, passo pro notebook. Fico olhando pra tela aberta com o exercício que tenho que preparar. Vejo que recebi um email no outlook do pc. Vou pro pc e respondo o email. Entro no Facebook. Entro no Twitter. Saio de ambos. Volto para o email pessoal. Consigo editar um contato no celular e penso que foi excelente escolha ter dado o Nokia pro meu namorado.Tento desativar o tal de motoblur, não consigo, sinto saudade do Nokia novamente. Mas aí consigo desativar o motoblur e acho que fiz uma boa escolha de aparelho (principalmente porque paguei 30 reais por ele). Olho de novo pro exercício no notebook e começo a ter ideias. Pego o lápis para rabiscar minhas ideias e vejo que o mesmo precisa ser apontado. Pego o apontador e vejo que o depósito dele está cheio. Jogo os restos mortais de lápis no lixo e penso que deveria escrever no blog. Escrevo mas fico de olho na tela do notebook, com a aula que não consigo preparar.

E tudo isso por que?

Porque não consigo parar de pensar que se não fosse uma homônima desgracenta que mora em Valinhos e está sendo processada, eu já teria alugado meu novo lar.

Não dá ter foco quando se tem uma homônima fraudulenta solta por aí, manchando o nome dela, que vem a ser também o meu nome.

Tem como ter foco com uma ameaça dessas solta pelas ruas?

Não tem, gente, não tem.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

You make my dreams come true

Num dia feliz é assim que me sinto:



E hoje, mais do que nunca, eu quase saí cumprimentando as pessoas pela Avenida Paulista, enquanto ouvia Queen e controlava minhas pernas para que elas não saíssem dançando!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Tá f*da Brasew!

Chegou setembro, já estamos no final do ano e logo mais decorações de Natal invadirão as ruas e shoppings. Por mais que isso dê uma sensação de que nada mais vai acontecer, afinal, o tempo tem passado cada dia mais rápido, na minha vida coisas muito importantes acontecerão entre esse mês e o mês que vem. Meu namorado se mudará para São Paulo e vamos nos casar. Finalmente, depois de quase dois anos de viagens mensais, distância e muito dinheiro gasto com ligações e passagens. Isso sem contar toda dificuldade que é ter um relacionamento a distância. Amiguinhos, só entrem nessa se a pessoa valer muito, MUITO a pena, viu? Fica a dica.

Estamos muito felizes mas, ao mesmo tempo, completamente perdidos. Estamos na fase de procurar apartamento e pensar em móveis e eletromésticos, mas a escolha de aluguel depende de vários fatores. Compra de móveis também. Estou com a cabeça a mil por causa disso e por milhares de outras coisas. E se a grana não der? E se a gente não conseguir comprar o mínimo? Como farei pra me mudar, casar e ainda manter meu bom desempenho no curso? E como farei pra me casar, mudar, manter bom desempenho no curso e administrar minha empresa?

Eu não sei como eu ainda não comecei a surtar. O curso que estou fazendo é pesado demais. Eu estou amando, amando mesmo. Mas temos muita coisa pra fazer semanalmente. E ninguém vive só do curso. Eu ainda dou aulas. E tenho que cuidar do meu negócio. Tenho tentado manter a cabeça assim: de segunda a quinta eu trabalho e faço meus trabalhos escolares (rá). Sexta-feira, dia do curso, eu não penso em mais nada. Tem dado certo, até porque nas aulas eu não consigo pensar em outras coisas, senão me perco e fico igual à menina maluca que a cada 5 minutos diz que está "lost" (e ela ganhará muitos poosts porque toda semana ela apronta alguma maluquice). Mas com a iminência da mudança e vinda do meu amô não sei se conseguirei manter essa divisão e organização mental.

E tem toda aquela parada de enxoval, né? Que, convenhamos, é um saco. Eu não tenho nada de enxoval. Odeio falar a respeito, acho um assunto mulherzinha demais. Não gosto dessas tradições casamenteiras, tipo chá bar e chá de cozinha. Chá de lingerie me dá engulhos. 20 mulheres loucas num mesmo ambiente falando de calcinha, deus me livre e guarde, isso é quase a descrição do inferno pra mim. Sem contar que não quero amiga minha escolhendo o baby doll que usarei com meu marido. Isso é muito íntimo, por mais que eu seja íntima das minhas amigas. E nem começarei a discorrer sobre chá de bebê porque só pensarei nisso daqui a alguns anos e porque é outra coisa chata e louca. Thanks, but no thanks.

Só que chá de cozinha é meio necessário para recém-casados que estão começando a vida a dois com uma mão na frente e outra atrás. Então além de tudo aquilo que eu disse que estou pensando e fazendo, agora estou também pensando numa alternativa menos mala para um chá de cozinha. Já pensei numa alternativa que provavelmente agradará gregos e troianos. Mas eu morro de vergonha de pedir presentes. Eu queria uma festinha sem pedir nada. A pobreza me impede de fazer isso, terei que pedir presentinhos.

Eu fico impressionada quando vejo casais que fazem festa, compram apartamento, mobiliam tudo lindamente e ainda viajam em lua-de-mel. De onde tiram tanto dinheiro, Senhor? Não conseguiremos fazer num um décimo disso e já estamos de cabeça cheia.

É difícil ser gente grande.

E depois desse longo desabafo (e outros virão, certamente, tenham paciência comigo), eu só digo que no meio de todas essas incertezas e ocupações, a única certeza que tenho é, na verdade, a única que preciso: eu amo meu namorado e tenho certeza que quero construir uma vida ao lado dele. :-)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aulas gratuitas

Se você está precisando dar uma melhorada no seu inglês e está sem recursos básicos para tal, como por exemplo, grana, e você mora na cidade de São Paulo, seus problemas acabaram.

Aulas gratuitas de inglês na Universidade Anhembi Morumbi, campi Vila Olímpia, toda sexta-feira, das 8:00 às 10:00. Níveis: beginner, elementary e intermediate.

As aulas já começaram, mas ainda dá tempo para novos alunos. Não precisa de nada além de vossa presença inebriante, munida de caderno, lápis e vontade de aprender e ficar até o final do curso, que é em dezembro. Não precisa fazer cadastro nem apresentar documentação. É só ir, chegar no horário, participar da aula e assinar lista de presença no final.

Esse curso gratuito é ministrado pelos professores que estão estudando para tirar o CELTA (Certificate in Language Teaching for Adults) da Universidade de Cambridge. É esse o curso que estou fazendo e, nele, temos que ministrar 6 horas de aulas. É como se os alunos desse curso gratuito fossem nossas cobaias, mas eu juro que tratamos todos super bem e não prendemos ninguém em gaiolinhas. As aulas costumam ser bem dinâmicas, divertidas e super hiper bem-preparadas - até porque se não fizermos assim, nossos professores perdem o amor por nós, e eu, pelo menos, não quero nenhum dos meus professores sem amor por mim - eles são durões com amor, imagine sem. Nas aulas de inglês que ministramos temos que aplicar todas as técnicas e conceitos que aprendemos em nossas aulas.

E sim, uma das professoras é a mesma do post anterior. Mas apesar dos erros, não posso dizer que a aula dela seja ruim. E sim, haverá aulas comigo. Eu ficaria super feliz de ver alguém que lê meu blog fazendo aulas! Se alguém daqui for, vá falar comigo! :-) Só não revele o endereço do meu blog a ninguém de lá porque eu amo a liberdade de escrever o que eu quiser sobre quem eu quiser por aqui.

É isso, gente. Repassem aos seus amigos e conhecidos, essa é uma ótima oportunidade de estudar com qualidade e sem pagar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

I pretend I'm deaf.

Eu ouvi. Umas duas vezes. Na terceira eu fiz uma leve e discreta correção, mas, ainda assim, a pessoa cometeu o mesmo erro. E ela é professora!

Ela: - What I pretend to do with my students...
Eu: - What?
Ela: - What I pretend to do...
Eu: - Oh, sorry. What do you INTEND to do?
Ela: - I pretend to play a game.

E eu sigo pretending que não ouvi, né. Porque não vou criar inimizades assim, no terceiro dia de curso.

Mas a partir de que dia pode começar a criar inimizades?

Porque "about do", "pretend" e "eu só sou boa dando aulas para nível avançado" saídos da boca de uma mesma cerumana é um pouco too much pra mim.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Miopia e astigmatismo safadjinhos

Há alguns anos eu passava de ônibus todos os dias pelas mesmas ruas a caminho do trabalho. Apesar da obviedade da afirmação, é importante deixar bem claro que eu passava pelos mesmos lugares diariamente. No meio do caminho não tinha uma pedra, e sim um café/lanchonete. O nome desse lugar era Café Baguete.

Fiz esse mesmo caminho por pelo menos 3 anos. Praticamente todos os dias passando pelo Café Baguete. E praticamente todos os dias, durante 3 anos, lendo Café Boquete. No começo eu tomava sustos. "Meu Deus, mas que isso? Café Boquete?". Depois de um tempo, apesar d'eu saber de cór e salteado que o nome era BAGUETE meus olhos continuavam a ler boquete.

Na época eu não tinha tanto astigmatismo e nem tanta miopia quanto hoje em dia. Não podia, na época, usá-los como desculpa para essa visão distorcida. Passei anos preocupada, pensando "quando eu fizer terapia terei que contar à psicóloga que leio as coisas de maneira errada e com fundo sexual, será grave?".

O "bom" é que atualmente eu sou quase o Mister Magoo. Então hoje de manhã, quando li o adesivo no fusca véio dizendo "Kuka Fresca" e eu li primeiro "Xuxa fresca" e depois "XUKA fresca", pude pensar que a culpa é toda do astigmatismo que aumentou exponencialmente nos últimos anos.

Ufa.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A longa espera

O Tom quer capturar o Jerry. Aí ele amarra um pedacinho de queijo na ponta de uma vara de pescar e coloca esse queijo amarrado na porta da toca do ratinho. O ratinho vê o queijo e vai saindo da toca. Conforme ele vai saindo, o Tom vai puxando cada vez mais o queijo, até que o Jerry está completamente fora da toca e à mercê das maluquices do Tom.

Já se sentiram assim? Como se algo que vocês querem muito estivesse ali, ao alcance de vocês, mas a vida vai afastando de você pouco a pouco, porém sempre deixando ali, no seu campo de visão?

Pois é.

sábado, 21 de agosto de 2010

Piu piu

Vocês repararam que em julho e agora em agosto eu tenho escrito com mais frequência? Sinceramente eu acho que isso está diretamente ligado ao fato d'eu ter abandonado o Twitter. Não sei ainda se temporariamente ou permanentemente. Ainda não me decidi. Mas o fato é que eu não sou boa em ser concisa e quando precisava desabafar algo, acabava escrevendo vários tweets seguidos. Às vezes sobre o mesmo assunto, às vezes assuntos randômicos. E dizem por aí que Twitter não é para isso. Dizem por aí que quem escreve demais acaba sendo chato. Dizem muita coisa, e eu me cansei do tanto dizer. Cansei de tanta gente dando tanta opinião o tempo todo, sobre tudo. A cagação de regra de lá é chata demais. Além disso, eu sou prolixa e eu sou excelente procrastinadora. Vi que estava perdendo tempo demais com nada de importante. E aquilo dá uma sensação equivocada de proximidade. Achei melhor deixar pra lá e focar no que eu realmente gosto de fazer: escrever aqui. Ninguém é obrigado a me ler porque só entra aqui quem quer. Eu fico feliz com os comentários, me divirto escrevendo minhas bobagens sem me preocupar se estou escrevendo demais e nem fico sabendo de nada que me deixe chateada. Mais feliz assim, não é?

Ps: só pra esclarecer, não sou contra o uso do twitter, não acho o twitter chato e cara de melão, não estou fazendo drama algum e realmente acho que ele pode ser uma excelente ferramenta de trabalho. Eu só acho que sou prolixa demais para 140 caracteres!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Open your eyes, look up to the skies and see...

Bohemian Rhapsody é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Acho vibrante. Geralmente eu me emociono quando a escuto. No "Claro que é rock" de 2005 o Flaming Lips, que é uma banda que nem me diz nada, fez uma performance LINDA dessa música e eu chorei, mas chorei mesmo. Esse ano, no último episódio de Glee, uma das apresentações foi de "Bohemian". Abri a torneirinha lacrimal mais uma vez. É amor mesmo pela música.

E aí que eu cismei que quando eu me casar com festa eu quero entrar no recinto (que não será igreja, certamente) com essa música. Acho que seria super emocionante (para mim, é claro. Dizem que a noiva é a figura mais importante de um casamento. Eu discordo. Mas na minha entrada eu posso ser egoísta, não posso?). O problema é que a música fala sobre um cara que atirou em outro e esse outro morreu. Segue-se então toda a saga do pós tiro num clima de ópera. Sei que nem todo mundo entende a letra e acaba focando na melodia, que é linda. Mas eu sei o que quer dizer. Meu namorado sabe. Muitos dos meus amigos, idem. Li um texto excelente que fala sobre músicas inapropriadas para casamentos. Bohemian seria uma delas, caso o Vinício tivesse aumentado a lista.

Então fico nessa super dúvida útil que consome parte do tempo que eu não tenho. Dúvida sobre algo que nem tem data para acontecer, mas se o universo é incoerente, por que eu também não posso ser?

A verdade é que meu maior medo não é que o significado da música interfira de alguma maneira na felicidade do casamento. Não tenho receio de que role um jinx. Meu medo real é que meu namorado, em toda sua generosidade, me diga: "pode tocar essa música, amor, não me importo! Mas se você pode tocar essa música, eu posso casar vestido de Batman!". Ele sempre fala que quer casar vestido de Batman e eu sempre veto a ideia, por motivos óbvios. Mas tenho que ser justa: se eu posso uma extravagância, ele também pode. Pensem, pessoas, pensem. Batman e Bohemian Rhapsody. Isso é um casamento ou uma falta de noção compartilhada?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Chatiiiiiinha

Na semana passada eu comecei a fazer o curso do CELTA. Certificação para professores da Cambridge University. Bacanão. Estou super feliz por conseguir voltar a estudar, por poder pagar o curso e etc e tal. E eu poderia falar por um post inteiro a respeito de conquistas e realizações e sobre como é emocionante voltar a ser aluna, mesmo que seja apenas uma vez por semana.

Mas eu sou chata e não falarei sobre isso. Exatamente por eu ser chata, falarei sobre minha enorme implicância com erros de ortografia cometidos por professores. Porque o pessoal do meu grupo fica naquela troca bacaninha de emails para discutir sobre os planos de aulas e eu, ao invés de pensar que as pessoas são legais por compartilharem ideias e quererem tanto feedback, eu fico pescando erros nas mensagens alheias. E, infelizmente, há erros. Não só typos, há erros mesmo.

E aí, no meu feedback pra pessoa, além de comentar o plano de aula, eu falo "coleguinha, tem que colocar "ing" no verbo que vem depois de preposição. "about do" é errado. E como você cometeu esse mesmo erro três vezes, achei que seria melhor avisá-la. Lots of love! xoxo"?

Não, né. Não farei isso. E claro, eu também erro. Erro sim, mas eu checo o que eu escrevo sempre. Só não checo com afinco textos de blog. De resto, presto atenção sim. Afinal, anos corrigindo textos dos outros, eu tenho que ter desenvolvido alguma capacidade. E essa capacidade é a chatice. A chatice de identificar erros.

Certeza que não aguentarei até dezembro. Certeza que mês que vem eu vou começar a corrigir os outros, até porque professor de inglês cometendo esse tipo de erro pega mal pra cacete.

É duro ser eu. Mas acho que mais duro ainda deve ser "aguentar eu".

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Então tá.

Ontem eu fui à Kiehl's para conhecer a loja e comprar um lip balm. Com esse tempo meus lábios ficam extremamente secos e eu havia lido maravilhas a respeito dos balms de lá. O atendimento da Kiehl's é tão bom quanto o da Clinique. Os vendedores são super educados, bem-treinados, atenciosos, dá até gosto. Estava eu lá, xeretando os cosméticos, quando ouço:

- Oi, eu sou blogueira, vim trazer minha amiga, que também é blogueira.

E eu fico me perguntando que mundo é esse onde, ao invés de você se identificar como uma pessoa interessada nos produtos e que, além de interesse na marca, escreve num blog de beleza; você se identifica como blogueira, como se isso fosse sinônimo de portas abertas e vários free samples.

Sério.

Uma coisa é você comentar com a vendedora que você tem um blog que fala sobre beleza. Outra é você ter essa posturinha arrogante (eu estava lá e eu vi a postura arrogante), como se o fato de ser blogueira te abrisse as portas do mundo. O dia em que essa caralhada de meninas de blog de beleza que só correm atrás de jabá e promoção (e NÃO estou falando de todos, eu leio blogs de meninas que considero sérias e acho vários bastante informativos) se ligarem que as marcas consolidadas NÃO dependem de post de blog nenhum pra serem marcas conhecidas acho que o mundo delas cai e desfaz em mil caquinhos. O pessoal cada vez mais desenvolve a síndrome do Bozó, aquela personagem do Chico Anysio que achava que era muita coisa só porque trabalhava na Globo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Originalidade é isso aí!

Uma amiga minha me mostrou hoje o twitter de uma moça que, pasmem, tem uma mãe que também é indie dos alimentos e compra groselha Xopito e que também, aos 14 anos, sabia mais sobre os carajás que agentes da FUNAI. Aqui coloquei somente duas coincidências incríveis, mas há mais. Sinceramente, acho que eu e essa moça devíamos nos conhecer o quanto antes, pois não só tivemos as mesmas experiências como temos uma mãe super parecida E ainda escrevemos exatamente as mesmas coisas e fazemos as mesmas piadinhas. Devemos ser tipo almas gêmeas! Não é incrivelmente incrível?

¬¬

(Get a life, a real one, won't you?)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sunset

Eu sempre sofro de depressão pós viagem. Eu sofro pra voltar, passo o dia seguinte da volta meio macambúzia, vejo as fotos e fico sorrindo com cara de boba como se aquele lugar fosse meu primeiro amor ou como se aquele lugar fosse o mais legal de todos. E sempre penso, por exemplo, uma semana depois da data de ida: "nossa, há uma semana eu estava lá, fazendo isso e aquilo" ou "hoje estou trabalhando, há uma semana estava na praia". É um hábito bobo. Mas difícil de ser evitado quando, só pra ilustrar, há uma semana eu estava vendo o seguinte pôr-do-sol:











terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pataxó saliente

Depois de uma hora de sacolejo numa estrada de terra mais esburacada que a Lua, finalmente chegamos à lindíssima Praia do Espelho. Dei início então ao meu ritual praia: andar pela beira d'água para tirar fotos da paisagem e pensar na vida. Sempre faço isso. Voltando do meu ritual, ouço alguém falar "Jocasta, Jocasta". Olhei e era um índio vendedor de artesanato. Por segundos uma grande interrogação pairou sobre minha cabeça. Uma interrogação que continha as frases "De onde que sou Jocasta?" e "Mas gente, que índio é esse que conhece Édipo?". Apurei os ouvidos, certamente prejudicados pela ventania. E entendi que estava sendo chamada de JOCANA. Não Jocasta. Grandes merda, continuei sem entender lhufas. JOCANA?

Chega o índio e me dá uma leve puxada pelo pulso: "Venha, Jocana, venha ver os colares". Recusei, afinal, nem sei o que é Jocana e eu não sou adepta de colares e afins. Sou meio desligada de bijoux e afins. Se for de coco, madeira ou pena, esquece, dificilmente vou usar. Essa vibe de hippie vendedor de gnomo feito de durepox não me atrai e, pra ser sincera, eu acho muita coisa bem feia. Algumas coisas bem cafonas. Colares masculinos de coquinho, por exemplo. Queimem, pessoal, queimem todos que aquilo é a representação máxima da cafonice. Mas enfim, voltemos ao índio e deixemos a digressão para outro dia. Lá estava o índio me chamando pra comprar colares. Não satisfeito, ele pegou colares e colocou-os em meu pescoço. Confesso que achei os colares bem bonitos, mas não significa que os usaria. Pergunto o que é "Jocana" e recebo como resposta "Tu é Jocana batxú".

Lindo.

Pra mim isso pode ser "Tu é uma baranga louca", "Tu é divina e graciosa", "Tu é branquela azeda", "Tu é delícia mas tá barrigudinha", "Tu é turista exploradora" - e por aí seguem as opções.

Finalmente fiquei sabendo que jocana = mulher e batxú = vistosa.

Ok, ok, aceitamos o elogio, muito grata. Agradeci e no momento em que ia devolver os colares ele pediu que eu tirasse uma foto com ele. E ainda acrescentou que eu poderia tirar a foto de graça, ele nem ia cobrar. Não entrarei em nenhum tipo de discussão sociológica. Não mesmo. Seguirei com meu relato. Pois bem, concordei em tirarmos uma foto. Foi quando senti um braço em volta de meu ombros. Era o índio, muito saliente, tentando me dar um aconchego na hora do clique. Fiquei super, super sem graça, mas tiramos a foto. Foi quando ouvi o seguinte:

- Olhe, jocana, jocana batxú, venha cá. Vou lhe ser sincero, porque eu sou sincero, sabe, honesto. Eu tenho uma jocana lá em casa. Minha jocana está lá em casa, 18 quilômetros daqui. Venho pra cá a pé todo dia e jocana fica em casa, cuidando das crianças. Mas então, olhe, eu tenho família, viu? Sou pai de família mesmo. Você é muito batxú, muito...

Eu estudei numa escola que ensinava canções indígenas. Eu sei cantar uma canção indígena até hoje, inteirinha. Com 14 anos eu sabia mais sobre os carajás que qualquer agente da FUNAI. Eu convivi com índios quando estudei nessa escola. Eu aprendi tupi-guarani (mas já esqueci). Toda uma abertura à cultura indígena, desde pequena. Mas xaveco de pataxó eu nunca, nunca tinha recebido. Sapequinha, né?



Aqui, eu, jocana batxú, e o rapaz saliente. Gostaria de avisar que não tenho uma árvore como membros inferiores, mas não quis expor minha figura biquinesca na medina da internet.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

She's only happy in the sun



Therefore she's off to a very sunny(hopefully)place.

Nada como a distância solitária pra colocar tudo nos seus devidos lugares.

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O show do Ben Harper é tão incrível que nem consigo descrever. Ele transforma as músicas em algo tão vibrante que é impossível não dançar, cantar, bater palmas e se emocionar. QUando fui ao show dele, no começo de 2007, ele fez um bis de mais de uma hora. Só saiu do palco quando o pessoal do Via Funchal acendeu as luzes. Por isso, dica do dia: vá a um show do Ben Harper.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Atonement


Robbie Turner
: How old do you have to be before you know the difference between right and wrong? Do you have to be eighteen? Do you have to be eighteen before you can bring yourself to own up to a lie? There are soldiers of eighteen old enough to be left to die on the side of the road! Did you know that?

Eu assisti esse filme numa época em que eu estava buscando justamente isso: reparação. Queria que minha mãe reparasse o que havia acontecido, queria que a vida reparasse o que havia acontecido. Não há como voltar no tempo e não fazer as coisas que você não deveria ter feito. Esse tipo de expiação é, infelizmente, impossível. Eu sempre me questiono se sou fruto dos meus erros, se as pessoas são frutos de seus próprios erros. Hoje à tarde eu me encontrei com um amigo que não via há 5 anos. E ele me disse que não acredita ser o fruto do convívio com pessoas, não acredita ser o fruto das relações que teve e tem na vida dele. Disse-me que ele é fruto da vontade dele em aprender com as pessoas e experiências, o que é bem diferente. Nunca havia pensado dessa maneira. É tão bom conversar com alguém que te mostra uma nova maneira de pensar... E eu concordo com ele. Eu sou fruto do que eu quis aprender com as expriências. Eu sou fruto do que eu quis aprender com meus erros. Eu tenho plena consciência de que eu sou alguém diferente de anos atrás porque tudo pelo qual passei interferiu em minha vida e eu abracei essa interferência. Eu dei boas-vindas às interferências e às consequências dos meus erros e, só assim, pude aprender com eles. Pode ser que eu não tenha aprendido tanto assim. Pode ser que eu ainda cometa os mesmos erros. Mas eu realmente acredito que ir atrás de reparação é uma boa maneira de encarar a vida e buscar a felicidade.

domingo, 25 de julho de 2010

Saturday Night Fever

Ontem eu fui à Casa da Matriz com a Renata! E ela é belíssima e simpática e nós dançamos Mamonas Assasinas juntas. :-)))))))))

(estou testando o MAC do meu amigo porque estou na casa dele e preciso trabalhar e é melhor usar o MAC do meu netbook pequenino. Aí me falta a esperteza pra usar o teclado)

E também conheci a Marcela, que lê meu blog e é amiga da Renata! Oi Marcela!

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O prazo final para a entrega do trabalho gigante de tradução é amanhã. Torçam por mim.

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Update depois de um dia:

TÔ LHOCA ZENTIE. Sério que estou à beira de um colapso de cansaço. Pra relaxar um tiquinho, estava aqui lembrando da lendária noite de sábado. Tocou Claudinho e Buchecha e a Renata estava na outra pista de dança. Obviamente que eu mandei sms avisando-a. Eu sou gente fina. Aí eu IA encontrá-la na pista de baixo quando começou um apanhadão de músicas anos 90 excelentes. MC Hammer e coisas assim. E aí tocou a música que deixa meu namorado um pouco indignado porque eu sei a letra quase toda: Baby got back, do Sir Mix a Lot. Eu sei que é tosca, mas tenho culpa eu se eu goshshto? Um dos meus episódios favoritos de Friends é aquele em que o Ross e a Rachel cantam essa música pra fazer a Emma rir. Eu dou risada até hoje só de lembrar do Ross falando "my anaconda don't want none unless you got buns, hun". Não é muito fino?

Então fiquem com o clipe, que é bem pior que apenas ouvir a música. E divirtam-se.

Baby Got Back

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lafayette

O Lafayette é uma das minhas personagens favoritas de seriado. O sotaque dele, o jeito nigga-creole de falar e a maneira como ele age são o máximo. Então fiquem com uma das muitas excelentes falas dele em True Blood:

Lafayette: “But hookah, if you ever try to pull the shit chu pulled last night again, I swear fo god yo ass gonna get a room right next to Ruby Jean, and imma make sho that the motherfucker spoonin yo peas aint half as hot as Jesus.”

(Algum outro dia eu coloco alguma fala do Eric Northman. Mas dele tem que ter foto junto, senão não é possível apreciar toda as nuances interpretativas de Alexander Skaarsgard. E acredito que todas as mulheres que assistem True Blood devem concordar comigo)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Qeu elegamt!111

Consehos de elegância by Camilinha Khalil

Elegância sempre, pessoal. Inclusive quando você estiver em casa, trabalhando enlouquecida e enchendo a cabeça de chá com biscoitos.



Chiquérrima essa composição, meninas. Nelas vocês podem ver como é possível combinar o chique e o despojado, o esportista e o infantil, tudo num mesmo outfit. Temos aqui o uso da calça de montaria, super confortável, sobreposta pela meia de bolinhas - e aí temos duas tendências: sobreposição e poás. E, bem fechativo, temos a pantufa de vaquinhas, que traz o lúdico à composição, para nunca esquecermos de nosso lado criança. Nota 10!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mentalizando o infinito e cantando música hare krishna

Cada vez que me desespero com esse trabalho de tradução eu mentalizo que daqui uma semana ele acaba e daqui duas semanas eu viajo para a Bahia.

Mas, no momento, tá rolando aquele desesperinho básico de "CARALHO, NÃO VAI DAR TEMPO DE TERMINAR POR QUE EU TOPEI ISSO HALP!!!11".

São 2:35 e estou me obrigando a ir dormir.

Ato falho

O quão piada pronta é um tradutor gay que, num mesmo documento, escreve umas três vezes FUNCIOANAIS ao invés de funcionais?

Freud explica esse ato fálico, ops, falho.

(Estou revisando umas traduções, há horas. Estou cansada, dou aula amanhã cedo e estou longe de terminar. Perdoem minha infâmia)

domingo, 18 de julho de 2010

Desastrada e desajeitada

Eu gostaria de ser uma pessoa de movimentos graciosos. Gostaria de andar pelas ruas com passos leves e soltos. Gostaria de ser uma pessoa que sabe ser charmosa.

Obviamente eu não consigo nada disso.

Eu tropeço no ar. Eu caio no meio da rua. Eu tenho roxos nas pernas porque bato nas quinas dos móveis. Outro dia eu tropecei nos meus próprios pés na esteira da academia, só não caí de cara naquele troço deslizante porque, apesar de ser desastrada, tenho reflexos rápidos. Meus movimentos não são friamente calculados mas 31 anos de quedas me fizeram ser rápida para segurar em coisas antes d'eu cair e segurar coisas antes delas caírem.

Quinta passada fui à Starbucks trabalhar. Estava um frio desgranhento nessa cidade, resolvi trabalhar me aquecendo com um copão de café. Coloquei um pouco de açúcar, mexi o balde cafeinado e fechei a tampa. Ou achei que tivesse fechado a tampa. Comecei a sorver aquela bebida quente e reconfortante mas algo estava errado: eu não estava sorvendo bebida alguma. Olhei para baixo e vi que tinha acabado de derramar meio copão de café no chão e na minha blusa de lã branca. Não me fiz de rogada: virei a blusa. Deixei a parte da frente pra trás, coberta pelo casaco. Problema resolvido, certo? Errado. Porque eu consegui derramar mais café, agora na parte de trás da blusa, que estava servindo de frente. Eu estava tão cafeinada que tive que comprar uma blusa nova, pois estava toda respingada de café e ainda daria aulas.

Meu namorado já se acostumou e, obviamente, sou motivo de chacota. Ano passado eu estava saindo de uma aula, cheia de materiais nos braços. Uma coisa sobre ser professora: você está sempre carregada. Ou com sacolas, te transformando numa sacoleira de muambas, ou com livros nos braços, fazendo com que você tenha dores nos braços. Pois bem, lá estava eu, carregada de coisas. Tropecei nos meus pés no meio da rua e dei um rasante no asfalto, espalhando materiais pra todos os lados. Já disse antes que sou boa em me segurar, mas não havia onde me segurar. Caí com as mãos espalmadas naquele asfalto bem cuidado das ruas paulistanas. Aquele asfalto cheio de pedrinhas e buracos. Minhas mãos ficaram raladas, meu joelho inchou. Pelo menos ninguém viu, porque já cansei de ser a alegria da galera das ruas. Eu caio, geral ri da minha cara. Acabou a gentileza nesse mundo.

Levantei, juntei meus materiais espalhados, peguei minha dignidade que foi parar lá na outra calçada e voltei a caminhar, cheia de dor. Liguei para meu namorado pra contar esse grande feito. Comecei falando "amor, você não vai acreditar no que eu fiz: caí no meio da rua". Eu esperava empatia. Eu esperava palavras de conforto. O que ganhei foi isso:

- Ué, não vou acreditar? E por que eu não vou acreditar? Eu não acreditaria se você me dissesse que não caiu.

Dignidade, moral. Cadê?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fotos aleatórias do meu celular

Passei as fotos do celular pro meu laptop. Fotos antigas, fotos novas, passadas graças à grande invenção chamada Bluetooth. A Nokia belíssima quer me cobrar 60 reais por um cabo de transferência de dados. Aham, Cláudia, senta lá. Tenho BLUTUFI, quem precisa de cabo? Portanto, encontrem aqui uma galeria de fotos completamente aleatórias.

Rosas lindas que meu namorado romântico me deu em junho do ano passado. Awwww!

"Idioms center". Adoro quando escolas de inglês escrevem cagadas. Idioms são expressões idiomáticas. Até pode significar idiomas, mas é aquela coisa: idiom tem origem latina e palavras de origem latina não são muito usadas. E, quando usadas, são geralmente os acadêmicos que as usam. No geralzão mesmo, idioms são expressões como "it rained cats and dogs". Então essa escola seria mais feliz se fosse um "Language center".


Parte das minhas maquiagens organizadas. Tudo estava uma zona, aí me baixou o espírito da Dona Dita, a arrumadeira do além, e organizei as coisas de maneira mais funcional. Tirei foto porque tenho orgulho de minhas organizações.


E a alegria da pessoa que vai à Liberdade e encontra sombras Vult, lindas, por 6 reais? Obrigada, Vult! (dica pras gatinhas que também não pagam muito aqüé em sombras e afins: linha Vult à venda na Audrey, na Liberdade. Comprei também lápis retrátil de olhos por 7 reais).


Meu irmão pediu que minha mãe comprasse groselha. Você imagina que sua mãe vá comprar a famosa e confiável Groselha Vitaminada Milani (yahoo). Mas não a minha mãe, que é indie dos alimentos - quanto mais obscura a marca, mais feliz ela fica. Minha casa tem muita Qualitá e afins, porque o que vale é a experimentação, não é mesmo?. Aí ela compra XOPITO, a groselha que tem um palhaço com cara de drogado no rótulo.


Esmalte fosco da nova coleção da Impala. É lindo, mas descasca rapidinho. Ou seja, bonitinho mas ordinário. Ou seja, não presta.


Preciso ler esse livro mas é caro. Aceito doações.



Kim, o gato mais "awwwwwwww" do mundo.


Baía da Guanabara num dia lindíssimo.


E, por fim, mais amor por favor. Porque é disso que o mundo precisa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Saudade

Eu as vi somente uma vez na vida, por um fim-de-semana, em janeiro desse ano. Foi incrível a empatia inicial e todas as conversas longas que tivemos. É incrível como eu tenho a sensação de que eu ainda poderia conversar com elas por mais horas e horas e horas. Chega a ser estranho, mas sinto saudade. E às vezes me pego pensando o que uma está fazendo, se a outra está bem, por que uma delas me escreve tão pouco. E quando uma delas me escreve e me chama de "irmã" meu coração fica quentinho, quentinho. Porque é essa a sensação que eu tenho: de que ganhei três irmãs, filhas do pai que não é de sangue, mas que me recebeu de coração. No final daquele sofrimento todo, a vida foi bem generosa comigo. :-)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Polka-dotted

Só hoje descobri que posso brincar e brincar e brincar de mudar o lay-out do blog. Salve-se quem puder!
Li isso no blog da Lolla. Me identifiquei tanto com algumas partes que resolvi postar aqui:

“Make a radical change in your lifestyle & begin to boldly do things which you may previously never have thought of doing, or been too hesitant to attempt. So many people live within unhappy circumstances & yet will not take the initiative to change their situation because they are conditioned to a life of security, conformity, & conservation, all of which may appear to give one peace of mind, but in reality nothing is more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure future. The very basic core of a man’s living spirit is his passion for adventure. The joy of life comes from our encounters with new experiences, & hence there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon, for each day to have a new & different sun. If you want to get more out of life, you must lose your inclination for monotonous security & adopt a helter-skelter style of life that will at first appear to you to be crazy. But once you become accustomed to such a life you will see its full meaning & its incredible beauty.”
— Jon Krakauer, Into the Wild.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

É a minha ansiedade que me mata...

(podem cantar no mesmo ritmo de "é a sua indiferença que me mata", clássico do breganejo de Zezé di Camargo e Camarguinho. Vamos, cantem, dá certo!)

Pois bem, ontem confessei meu vício na Starbucks. Hoje vim aqui confessar um dos meus maiores defeitos: sou ansiosa DEMAIS. Aliás, se eu fizesse uma entrevista de emprego em que perguntam seus três maiores defeitos, eu estava muito ferrada. Porque olha: sou ansiosa demais, não tenho paciência com vários tipos de pessoas, tenho preconceito com gente cafona (tenho, confesso e não me orgulho disso - mas como não se incomodar com gente que tinge o cabelo de loiro branco, faz progressiva e deixa o cabelo oleoso por falta de lavagem, usa legging com sandália de salto e blusa curta e por aí vai. Não dá, gente, não dá. Meus olhos rejeitam esse tipo de coisa), tenho dificuldade em aceitar gente acomodada, e a lista seguiria, não fosse o fato d'eu já ter listado quatro defeitos e a hipotética entrevistadora ter solicitado apenas três. Aí ela acharia que além de extremamente chata, não sei contar. PÉÉÉ, reprovada, volte pra rua da amargura. Percebam que nesse parágrafo revelei outro defeito, quinto pra lista: eu sou prolixa.

Alguém com muita ansiedade, prolixa, impaciente e com problemas de aceitação estética deveria trabalhar com o quê? Certamente NÃO deveria trabalhar numa área que dependesse tanto de outras pessoas. E aí o que eu fiz? Não satisfeita em dar aulas particulares, onde você fica a mercê dos seus alunos, eu resolvi ser micro-empresária e lidar com os chefes dos meus alunos. Parabéns, Camila, isso sim é sucesso!

Kátia Cega já dizia: não está sendo fácil. Eu estou adorando meu novo trabalho, mas esse começo é muito difícil. Cada possibilidade de contrato me deixa com os nervos à flor da pele. Porque uma coisa é ter seu negócio já consolidade, outra bem diferente é estar no começo e depender muito de cada centavo que entra em sua conta jurídica. Estou esperando a resposta de um cliente desde segunda-feira. Cada dia que falo com ele, há um novo empecilho. Cobrança. Valores. Horários. Cada empecilho apresentado eu rebato com uma explicação lógica ou com uma solução. Hoje cheguei ao meu limite: tenho professores esperando uma resposta definitiva, reservando horários pra mim, não sou só eu, entendem?

Não adianta me sugerir yoga (morro de tédio), meditação (morro de tédio duas vezes), remédios homeopáticos (esqueço de tomar, sempre). Não sei o que fazer pra aquietar a periquita e esperar as respostas com calma. A longo prazo, posso voltar a dançar e fazer análise. E a curto prazo, faço o que? Enlouqueço meu namorado? Desenvolvo gastrite?

Ajudem-me, meus caros: numa situação dessas, em que uma resposta é tão essencial mas o dono da resposta é complicado, o que vocês fazem para aplacar a ansiedade? Encher a cara não é uma resposta válida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A questão Starbucks

Tenho esse problema com a Starbucks: os cafés são caros e todos têm o mesmo gosto. Caso você queira que seu Caramel Machiatto não tenha gosto de café-com-leite, tem que adicionar essência, e aí o que já é caro fica mais caro ainda. Além disso, o cinnamon roll que eles servem é bem safado - eu sei fazer cinnamon roll e sei quando um é safado. O pão de queijo é excelente, mas também acho caro.

E aí, com tantas restrições, o improvável aconteceu: confesso que estou viciada nos cafés sem graça da Starbucks.

Há uma explicação para isso, como há uma explicação para qualquer vício. Minha história começa com meu business associate marcando nossa primeira reunião na Starbucks do Center 3. Tive que ir. As outras reuniões, sempre ali, no mesmo lugar. Como ainda não temos escritório, fiz todas as entrevistas de professores ali. Foram dias indo ali direto. Quando fui me encontrar com a Loo, foi ali que marquei. Pequenas reuniões com professores, sempre ali também. E, quando dei por mim, estava viciada. Mesmo sabendo que cobram preços abusivos pelos cafés e todos eles têm o mesmo gosto, não consegui escapar.

Parte disso se deve ao fato do ambiente do Starbucks ser extremamente agradável. Você pode ficar horas e horas e horas ali (já fiz isso) e ninguém vem te incomodar. Meu associate já comeu lanche do Mc Donald's ali e ninguém falou nada. Já fizemos reunião com nosso advogado pra discutir contrato, amigos chegaram, virou um fuzuê: nunca nem olharam feio pra nós. Na Starbucks posso levar meu netbook e ficar trabalhando sentada numa das poltronas confortáveis. Aliás, adivinhem onde estou agora?

Essa é a merda, sabem? Até o café da Casa do Pão de Queijo é mais saboroso, mas ainda não inventaram uma cafeteria brasileira tão confortável quanto a Starbucks. Me sinto super aconchegada aqui. Mesmo pagando caro por café com leite. Não sei se isso é resquício de outro vício meu - Friends - ou se, no fim das contas, eu gosto mesmo dessa bebida sem graça que servem aqui.

De qualquer maneira, fica aqui meu apelo a investidores cheios da grana: criem uma cafeteria confortável, com poltronas e tomadas para fios de laptops. Com música agradável e cafés que custem um valor justo. É certeza de sucesso. E eu serei cliente fidelíssima.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Respostas aos comentários do post anterior

Nilo, Fernando, Talita e Caco: queridos, muito obrigada pela força. Mesmo!

PCesar: Eu ia começar dizendo que "talvez" você não tenha entendido meu texto, mas acho que pelo seu comentário, está mais do que claro que não entendeu. Eu não estou sozinha, não estou sofrendo por causa de falta de homem no mercado e nem porque eu acho que todos os homens são imprestáveis. Meu sofrimento, se é que posso chamá-lo assim, se deve ao fato d'eu estar num relacionamento à distância. E como namoro com ele há um ano e meio, e, portanto, nosso relacionamento se torna mais profundo a cada dia, tem sido cada vez mais difícil, tanto para mim quanto para ele, estarmos separados. Não vou chutá-lo: eu vou me casar com ele. Não vou ter aventura nenhuma: já tive muitas e sei muito bem o valor de ter alguém como ele ao meu lado.

E isso vale para qualquer pessoa que pense dessa maneira tão amarga: se homens e mulheres não prestam, nenhunzinho e nenhumazinha, num mundo de 6 bilhões de pessoas, puta que pariu, esse mundo é uma merda mesmo. Vou mudar meu nome pra Jim Jones e incitar todos ao suicídio em massa. Porque é muito, muito triste viver num mundo onde ninguém, repito: NINGUÉM vale a pena. Amigos, amigas, ninguém. São todos ordinários, todos só querem convencer uns aos outros a fazerem o que você quer.

Fico muito feliz em saber que meu mundo é diferente. Eu tenho amigos e amigas que valem muito a pena. Gente que, como eu, se decepcionou, fez burrada, deu com a cara na parede, traiu, foi traído. Mas, mesmo assim, seguiu adiante. Porque a maior lição que se pode tirar de uma desilusão talvez seja isso: você deve sempre, sempre seguir em frente. E pode ser que seu coração tenha sido amassado e nunca mais volte a ser como era. E isso dói. Mas passa. E aí você segue, com seu coração desamassado, talvez mudado para sempre, mas você segue adiante. E seguir adiante não significa seguir odiando a humanidade. Culpando o mundo todo pela desilusão pela qual você passou. Seguir em frente é continuar enfrentando o mundo de peito aberto, por mais cafona que isso possa parecer. É, ainda assim, tentar - pelo menos tentar - enxergar o que as pessoas têm de amável. De bonito. De apaixonante. Porque elas têm. E isso sou eu falando: eu, que acho que as pessoas estão cada vez mais estúpidas e com mais preguiça de pensar. Se eu consigo ver beleza nos outros, PCesar, acredite, você também consegue.

Eu não sou Pollyana. Eu não faço o estilo noivinha romântica. Eu não sou mulherzinha. Mas acredito no amor como um todo. Se você tem o coração preto e peludo e não acredita, tudo bem. Só não venha ao meu blog falar bobagens. Muito grata.

domingo, 30 de maio de 2010

Difícil

Eu sempre fui a metade da relação que lida melhor com a distância. Sempre estive lá, forte, falando que logo essa distância toda vai se resumir à distância entre quarto e sala de nosso futuro lar. Aí, de uns tempos pra cá, comecei a dar defeito. E tem sido tão, tão difícil estar longe. Nos fins-de-semana em que não nos vemos e eu tento manter uma rotina de socialização saudável com outros seres humanos, tem horas em que eu só consigo pensar "que saco, ele tinha que estar aqui comigo". Sair com amigos não tem sido a mesma coisa, porque eu sempre fico pensando que com ele tudo estaria mais divertido. Os domingos são um suplício. Nesses finais-de-semana eu só levanto depois do meio-dia porque penso "o que vou ficar fazendo?". Eu deveria levantar cedo e trabalhar, colocar coisas em ordem, mas não. Fico de pau molescência sofrendo na cama. Há três anos eu prometi a mim mesma que não teria relacionamento com ninguém que morasse acima de 30 quilômetros de distância de minha casa. No ano seguinte a essa promessa eu o conheci e me parecia que Rio-São Paulo nem eram tão distantes assim. Eu sabia que seria difícil mas nunca pensei que agora, a essa altura do campeonato, eu começaria a surtar. E o que eu posso fazer? Usar comigo mesma os argumentos que venho usando há um ano e meio para deixá-lo tranquilo? Esse tipo de auto-auto-ajuda funciona? E quando tudo que você mais quer é passar a tarde de domingo abraçada com ele, você faz o quê?

Então é assim, amigos: se eu começar a preferir ficar em casa ao invés de sair, não é nada pessoal. Eu só acho que esse tipo de bichice eu devo curtir sozinha, no conforto do meu lar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mamãe, mamãe

Quando eu tinha meus 20, 21 anos, lembro de ter uma visão de minha mãe quase semelhante à de uma heroína. Achava que ela era a mulher mais forte e batalhadora do mundo. Achava que ela fazia, e muito bem, o papel de mãe e pai. E, apesar de enxergar defeitos, achava que eles se restringiam ao fato dela ser uma pessoa de gênio forte.

Quando comecei meus questionamentos internos a respeito do meu pai, comecei a enxergar que talvez as coisas não fossem tão belas quanto eu achava. E aí meus conflitos com minha mãe começaram a crescer e cresceram muito. Era difícil para mim enxergar os defeitos do ser humano mãe. E, para ela, era difícil ver que eu estava me tornando uma pessoa diferente dela. E que questionava a postura dela. Era difícil para ela aceitar minhas escolhas, minhas roupas, minha vida. E seguimos alguns anos enfrentando uma a outra. Houve a fase em que eu quase me tornei mãe da minha mãe, e isso foi bem incômodo, mas nem entrarei nessa parte da história.

Aí, há dois anos, toda a história da revelação sobre minha paternidade começou. E foi ali que minha mãe se desnudou para mim. Foi ali que eu comecei a enxergar minha mãe de verdade. É muito, muito difícil ter que enxergar cruamente que aquela pessoa que devia zelar por você sempre teve atitudes egoístas, atitudes onde ela não estava pensando somente em você, belo rebento. É dolorido enxergar, em vez da mãe, o ser humano falível e cheio de inseguranças e segredos e atitudes incompreensíveis. Eu passei muitos maus bocados com toda essa história e esses maus bocados não se referiram somente à descoberta de que meu pai biológico era aquele homem que eu conhecia e detestava. Os maus bocados também se referiram a essa descoberta de que minha mãe tinha cometido erros que interferiram de maneira gritante no rumo da minha vida, da minha personalidade, da minha auto-estima.

Hoje em dia acho que a minha relação com minha mãe está madura. Acredito que foi preciso tudo aquilo para que se chegasse ao que temos hoje: eu não tenho raiva e nem mágoa. Eu me esforço muito para que tenhamos uma relação harmoniosa. E sei que ela faz o mesmo. Eu sei que ela errou e eu não caio na frase mais idiota do mundo que diz "não devemos julgar". Essa frase me dá engulhos. Viver é julgar, minha gente. A questão é o que você fará com o seu julgamento. Você vai levar a sério? Ou vai ponderar? Eu optei pela segunda opção. Porque eu sei que ela cometeu erros, eu cometi erros, e aquela consciência de que antes de mãe, ela é um ser humano falível só me ajudou ainda mais nesse processo de aceitação. Hoje em dia, onde estou cada vez mais próxima de ser mãe (estou longe de estar grávida, mas vou me casar (ohhhh!) e filhos estão nos planos num futuro ainda distante), sempre penso no quanto deve ser difícil ser mãe. O quanto deve ser difícil pensar sempre no filho e em você mesmo e chegar a uma solução boa para ambas as partes. Eu acho que tudo deve ter sido muito difícil para a minha mãe. E agora eu só quero que ela tenha paz. E que ela possa curtir a meia-idade, a velhice e os futuros netos sem culpa alguma. Ela continua sendo a batalhadora de 10 anos atrás. Mas é bom que eu não tenha mais aquela visão romantizada da minha mãe. Nem a visão dos tempos difíceis. Acho que hoje nos enxergamos como realmente somos.

Uma vez me disseram que amar é saber conviver com os defeitos do outro. Eu acho que essa é uma das grandes verdades universais.

sábado, 1 de maio de 2010

A saga por professores

Eu imaginava que encontrar um professor de inglês bom seria difícil. O que eu não imaginava é que seria difícil encontrar um professor de inglês que falasse inglês. Pensem no que é entrevistar um professor cujo inglês se assemelha ao do Borat. Assustador. Como alguém assim está dando aulas, meu deus? E a pessoa se formou em Letras. Licenciatura em inglês. Eu fico incrível com isso: muitas faculdades no Brasil dão licenciatura plena em inglês a pessoas que não falam a língua. Faz sentido? Nenhum. Depois desse fiasco, comecei a pré-entrevistar candidatos por telefone. Não conseguiu manter uma conversação decente por telefone? Nem chamo pra entrevista.

Um outro show de horrores são os curriculuns (curricula? curriculi? Não sei o plural, sorry) que recebo. Uma estava começando a faculdade de Letras mas não tinha experiência alguma com aulas. Na verdade a experiência anterior dela era como atendente de loja. E ela tinha inglês intermediário. Claro, você deve arriscar e tentar fazer aquilo que gosta, dou o maior apoio. Mas as pessoas não focam. Se você não tem experiência, tem que procurar alguma escola grande, dessas de franquia, que oferecem treinamento extensivo. Recebi um outro curriculum com o seguinte objetivo: "professora de inglês, vendedora, atendente de telemarketing". MAS HEIN? Foco, tão te chamando ali! Mas a cereja do bolo foi a moça que disse que era "instrutura de inglês e recepicionista". Pra quê revisar o que se escreve, não é mesmo?

E pra matar a saudade de meu querido Borat, aí vai um vídeo. Agora pensem como a entrevista com a professora foi complicada.

Não é crise criativa

É falta de tempo mesmo. Ando bem, bem ocupada com trabalho. Isso é excelente, claro! Mas não me sobra mais tempo para blog, academia, cozinhar... Ontem tentei produzir um bolo de banana em tempo recorde, menos de 30 minutos (era bolo caramelizado, tinha que fazer calda, cortar bananas, etc etc). Eu tinha uns 20 minutos pra fazer a massa e ela assaria nos 40 minutos que eu teria para tomar banho, me vestir, passar maquiagem e secar os cabelos - tinha que sair pruma reunião. Na pressa nada dá certo, ainda mais que gastei parte dos minutos dedicados à massa para ir ao supermercado trocar o leite desnatado por leite integral e a banana verde por banana madura - isso é que dá pedir ao irmão preguiçoso para ir ao mercado, só ingredientes errados. O resultado dessa correria foi um bolo solado. SO-LA-DO. Há anos eu não sabia o que era fazer um bolo solado. Aprendam, colegas: está com pressa, faça bolo de caneca de microondas. Ou bolo de caixa!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Discursoszzzzzzzzzzzzzzzzzzz do Bial

Em 2007 eu aprendi uma dancinha muito simpática com meu amigo Dante. É assim: com seu dedo mindinho em riste você vai fazendo movimentos com a mão de modo a deixar seu mindinho sempre em movimento. E aí você vai abaixando, dando uns pulinhos, no ritmo da música, mas sempre movendo o mindinho. Até que o dedo mindinho encosta no chão. Tá, sei que é difícil de entender assim, sem vídeo. Um dia eu faço a dancinha, filmo e posto aqui. Mas o que temos para o momento é essa explicação mesmo. Eu amei a dancinha do Dante desde a primeira vez que vi e nomeei-a de Dante Dance. Eu e Dante fazíamos a Dante Dance em vários lugares: TIM Festival, Milo Garage, festinha sei lá onde. Tirei algumas fotos em homenagem à Dante Dance algumas vezes. Afinal, uma dancinha tão bacana merece homenagens - e, como vocês sabem, eu amo dancinhas.

Mas Camila, que cazzo isso tem a ver com o Bial?

Pois bem. Numa troca de scraps com esse amigo, sei lá por que falamos da Dante Dance. E eu disse a ele que essa é uma dancinha que merece reconhecimento. É como a dança do tamanduá africano, do filme "Namorada de Aluguel". É uma dancinha que merece reverência e, por isso, meu namorado, eu e algumas amigas sempre fazemos essa dança quando saímos para sacudir o esqueleto. Todo mundo fica olhando, mas sei que no fundo há um q de admiração (not), porque, afinal, é a grande dança do tamanduá africano. E é esse tipo de reverência que a Dante Dance merece.

E aí eu disse que se eu entrasse no Big Brother algum dia (AHAM), faria a Dante Dance e ensinaria todos. NI QUI meu amigo fala: "imagine o discurso do Bial falando da dancinha". Pede pra eu imaginar, eu imagino. Ainda mais algo tão bizarro quanto os discursos do Bial. Eu acompanhei um pouco esse último BBB e ficava impressionada com as viagens do cara. É estilo fuma aqui, toma um chá. CERTEZA que o Bial dá um tapa na pantera antes de escrever aquelas brisas todas.E fiquei feliz porque aquilo acabou principalmente porque não teria mais que ouvir aquelas pataquadas. Bem, meu amigo levantou a bola. Aí está meu discurso à la Bial, em homenagem à malemolente Dante Dance:

"E quem diria que um dedo mindinho TOCARIA o Brasil dessa maneira! TOCARIA não no sentido sexual, mas se fosse, sem problema, afinal, o sexo é a nossa força motriz! Cleyciane, Sugismara, quem diria que vocês trocariam o rebolation, o cu empinado pro alto, por essa dança dante singela e bela! Agradeçamos a Dante, o grande japonês, querido de nossa querida Camis, Camis camisa, Cami lá, Camis que lá em 2007 aprendeu a dança do querido Dante e resolveu difundi-la, tornando-a mania nacional (nesse ponto geral já tá babando). Que quadrado que nada! Que siri que nada! Dante dance é a dança oficial de nosso BBB"

Bom feriado a todos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu, atriz

No ensino fundamental sempre apresentávamos uma peça de teatro por ano. Nós decidíamos a história e montávamos tudo, o professor ficava sempre conosco mas não interferia muito em nossas escolhas. E foi por esse respeito às nossas escolhas que, na quarta série, montamos uma peça sobre a máfia em Detroit. Não sei por que encasquetamos com Detroit e muito menos com gângsters, mas em nosso enredo havia morte, intriga e brigas de gangs rivais. Tínhamos apenas 10 anos.

A história era basicamente assim: uma gang de mafiosos formada pelos três meninos mais gatinhos da turma entrava num banco, assaltava e dava tiro ni gerau. Corpos caídos no chão, entrava uma anja que assobiava chamando todas as almas para irem com ela. De repente, três gangsters femininas entravam no banco, querendo assaltá-lo, e veem que já haviam feito aquele serviço antes delas. Obviamente a gang de mafiosas era formada pelas meninas mais gatinhas da turma. Mafiosas ficam com raivinha, dão piti e vão atrás dos mafiosos. Eles se encontram, rola um grande embate mas, quem diria, também rola tesão, sedução e libido no ar. As 3 se apaixonam pelos 3 e vice-versa, sem nenhum tipo de disputa ou mal-entendido ("mas EU vi o fulano PRIMEIRO!" ou "você não vai ficar com sicrano porque eu quero ficar com ele!"), provando que podíamos ser modernosos e vanguardistas por falar em máfia aos 10 anos, mas não sabíamos nada da realidade. Final feliz, uma nova gang se forma, agora com os 3 casais de pombinhos a arrulhar enquanto cometiam crimes.

Vocês devem estar curiosos pra saber que papel eu fazia. Não, não era de uma gangster gatinha porque eu não era exatamente gatinha naquela idade. Era bonitinha, mas não o suficiente para ser uma mafiosa recém saída das fraldas e ainda impúbere. Eu era o anjinho que entrava, assobiava e levava as almas. O grande detalhe desse meu grande papel é que eu não sabia assobiar, nunca soube. Então eu entrava, saltitandinha nas pontas dos pés, fazia aquele sinal de assobio com os dedos e um menino, de dentro da coxia, assobiava por mim. Grandes momentos do teatro infantil, viu. Mas não foi esse meu momento mais constrangedor e nem foi aí que eu percebi que talvez não me encaixasse nos padrões impostos pela nossa sociedade capitalista e cruel.

Dois anos antes, quando eu era uma petiz de 8 anos, paguei o mico maior na frente não só da escola toda, como também dos pais. O professor de artes, espertinho que ele só, chegou um dia na aula com cartolinas e disse: "pessoal, pensem em algum animal, desenhem a cara desse animal na cartolina e recortem como se fosse uma máscara". Legal! 90% das meninas fizeram gatinhas. 5% fizeram passarinhas, com biquinhos lindos. 4,99% fizeram algum outro animal, sempre algo fofo. A porcentagem restante corresponde a mim. Que fiz máscara de... Vaca malhada. Tudo estaria bem, não fosse o fato do professor nos comunicar que teríamos que montar uma história a partir das máscaras produzidas. E foi assim que, numa feira cultural, aberta a alunos e familiares, eu adentrei o palco com uma máscara de vaca malhada. Mugindo.

Muitos anos depois fiz teatro na escola de inglês. A essa altura do campeonato eu já era essa pessoa com senso de humor tosco. Nem tinha como ser diferente: vaca que mugia na frente da escola e anjinha com assobio dublado. Eu tinha que ter aprendido a rir de tudo e todos, inclusive de mim. E aí tínhamos aulas de teatro em inglês e tudo era muito legal e divertido. Mas... O professor dava umas viajadas na maionese e fazia exercícios de teatro mesmo com a gente. Aqueles lances de ser uma sementinha, crescer na terra, nascer do solo, se tornar uma bela árvore. E você tendo que representar isso de olhos fechados. Fechei os olhos por uns 5 segundos, até que resolvi abrir um só, pra checar a performance de árvore do pessoal. Foi o fim de minha carreira como atriz famosa de teatro. Porque eu abri um olho e vi todo aquele povo, jovens e senhores, deitados no chão, se contorcendo pra ser semente nascendo, depois eles se espreguiçavam e eram mudinhas de árvore crescendo. Não aguentei, saí correndo e fui gargalhar no banheiro. Não nasci pra essas viagens, não nasci pra essa coisa de ser intenso e sentir tudo que está à volta com seriedade e amor no coração. Eu nasci pra rir, mesmo. De mim, dos outros, de tudo.

Lembrei de tudo isso depois de ver um grupo de crianças atuando Scarface no teatrinho da escola. Não quero julgar aqui se foi ou não apropriado o professor deixá-los encenar isso. O fato é que eu já fiz parte de uma peça de mafiosos, aos 10 anos de idade. E o outro fato é que crianças trocando "motherfucker" por "motherfudger" é quase genial.



(favor atentar para as câmeras de segurança, para o esforço do menino em fazer o estilão do Tony e para a professora empurrando o menino pra entrar no palco. E antes que alguém fique horrorizado, crianças indo ao Gugu pra imitar Carla Perez é mais horrorizante ainda)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Camila Empreendimentos S.A.

Eu não nasci com grandes talentos. Não sou bailarina, não sei pintar, não sei fazer contas de cabeça, sei cozinhar mas não a ponto de poder trabalhar com isso. Dar aulas de Inglês é o que sei fazer. Escrever em blog também, mas isso não serve como atividade lucrativa. Então não adianta eu querer investir em meus talentos, pois não tenho muitos. Se eu quiser prosperar, terei que investir naquilo que sei fazer. Não só que sei, mas que gosto de fazer.

Tive que pensar em tudo isso no começo desse ano. Passei um final de ano na poveza e no stress de não saber como faria para sobreviver e pagar as contas. Eu tinha que fazer algo porque eu sou sozinha e meu futuro só a mim pertence. Eu tinha que me conscientizar de que alunos particulares são extremamente instáveis. O que fazer? Eu não queria voltar a dar aulas em escolas de inglês, não agora, que sei a maravilha de trabalhar sem chefe e ser dona do próprio nariz. Claro, ser dona do próprio nariz implica em não ter pacote de benefícios e nem 13º salário. Mas, convenhamos, os pacotes de benefícios oferecidos pelas escolas são um vexame. Portanto, sem grandes perdas.

O que fazer, o que fazer? Foi então que peguei um punhado de terra do chão, levantei minha mão, deixando a terra escorrer por entre meus dedos e disse, com a voz embargada pela emoção: "NUNCA MAIS PASSAREI FOME DE NOVO". Levantei-me daquele chão árido e... Bem, não foi bem assim, mas acho que deu pra entender. Foi quando me caiu a ficha de que eu devia fazer aquilo que eu já deveria ter feito, desde 2007. Eu tenho empresa aberta, CNPJ, vamos deixar a bichice de lado e aprender a ser micro-empresária direito? Vamos parar com o "ah, mas nunca vou querer ser supervisora/chefe/coordenadora/dona" de lado e enfrentar a situação e meter os peitos e caminhar e cantar e seguir a canção?

Pois é, aí eu me decidi por isso. Investir naquilo que sei. E agora tenho uma empresa de aulas personalizadas, que é basicamente o que eu já fazia, mas agora tenho 3 professores colaboradores comigo. Estamos começando, caminhando a passos lentos, mas acredito que essa seja a maneira de alcançar estabilidade e de melhorar minha qualidade de vida. Dá muito trabalho, eu tenho trabalhado pra cacete, mas vejo uma luz no fim do túnel.

E como hoje em dia você não é ninguém na noite se não tiver um site, aí vamos nós:

Evolve Languages

Fiz o site todo sozinha e ainda pretendo acrescentar algumas coisinhas. Assim como também pretendo fazer o blog do site, com dicas de inglês e afins.

Quem puder divulgar, eu agradeço imensamente! Há sempre um conhecido, amigo, colega de trabalho querendo fazer aulas, então podem passar o endereço do site. E se a empresa onde você trabalha não oferecer o benefício de idiomas aos funcionários, converse com o RH - os preços dos cursos da minha empresa são bem competitivos, hohoho.

E é isso, pessoal. Torçam por mim!