quinta-feira, 29 de julho de 2010

Atonement


Robbie Turner
: How old do you have to be before you know the difference between right and wrong? Do you have to be eighteen? Do you have to be eighteen before you can bring yourself to own up to a lie? There are soldiers of eighteen old enough to be left to die on the side of the road! Did you know that?

Eu assisti esse filme numa época em que eu estava buscando justamente isso: reparação. Queria que minha mãe reparasse o que havia acontecido, queria que a vida reparasse o que havia acontecido. Não há como voltar no tempo e não fazer as coisas que você não deveria ter feito. Esse tipo de expiação é, infelizmente, impossível. Eu sempre me questiono se sou fruto dos meus erros, se as pessoas são frutos de seus próprios erros. Hoje à tarde eu me encontrei com um amigo que não via há 5 anos. E ele me disse que não acredita ser o fruto do convívio com pessoas, não acredita ser o fruto das relações que teve e tem na vida dele. Disse-me que ele é fruto da vontade dele em aprender com as pessoas e experiências, o que é bem diferente. Nunca havia pensado dessa maneira. É tão bom conversar com alguém que te mostra uma nova maneira de pensar... E eu concordo com ele. Eu sou fruto do que eu quis aprender com as expriências. Eu sou fruto do que eu quis aprender com meus erros. Eu tenho plena consciência de que eu sou alguém diferente de anos atrás porque tudo pelo qual passei interferiu em minha vida e eu abracei essa interferência. Eu dei boas-vindas às interferências e às consequências dos meus erros e, só assim, pude aprender com eles. Pode ser que eu não tenha aprendido tanto assim. Pode ser que eu ainda cometa os mesmos erros. Mas eu realmente acredito que ir atrás de reparação é uma boa maneira de encarar a vida e buscar a felicidade.

4 comentários:

Tahiná disse...

lembro quando assistimos esse filme, e lembro como fez sentido - como combinou com o momento. :*

Caru disse...

me sinto confortável aqui.

um grande beijo.

Fabiane Ariello disse...

Muito sábio o seu amigo. Obrigada por compartilhar a sabedoria dele com a gente :)

Kelli disse...

Pois é...
Acho que o grande lance, para além da "reparação" é "aceitação" daquilo que não fomos nós que fizemos e, consequentemente, não conseguimos reparar.
A partir do momento que a gente reconhece que aquilo aconteceu, pronto, e perdoamos/ aceitamos os "erros" das pessoas envolvidas é mais fácil seguir em frente e nao tornarmos isso um circulo que sempre se repete geração apos geração.
Te uma terapia chamada "constelação" que prega justamente isso, que qdo a gente nega algo, o deleta sem aceitar o incidente se repete geração apos geração.