domingo, 6 de dezembro de 2009

Dia 11 é a minha apresentação de dança - samba rock e gafieira com uma música do Seu Jorge que só não é mais chata porque ela já é chata o suficiente (coloquei links pros estilos de dança como exemplos. O talento dos bailarinos nos vídeos não corresponde ao talento dançarino dessa que vos escreve, embora eu dê meus pulinhos). Minha animação pra apresentação desse ano está apenas num nível médio. No ano passado, dançar no palco e o show da Madonna foram meus grandes momentos de liberdade e "desencapetamento" num ano que foi muito, muito difícil. Esse ano minha vida deu aquela rodada pra cair no "absofuckingly unexpected" agora em novembro. Ainda estou em processo de acertar minha cabeça e meus pensamentos, ou seja, não estou nada focada em dançar. Mas sei que, no dia, estarei ansiosíssima e, depois de dançar, estarei exultante (no ano passado eu só faltava babar ao ver os vídeos da apresentação. Fiquei sorrindo de auto-orgulho uns 3 dias. Boba, boba, eu sei). A roupa desse ano não é um omeletão, é um macacão verde meio larguinho. E esse ano caí na turma mais avançadjinha, então não rolaram micos alheios nem quedas e nem situações vexaminosas nos ensaios, como no ano passado. Uma pena, no ano passado eu ri mais. Esse ano, eu e meu par e mais 4 duplas terão que fazer uns passos mais complicados em determinado momento e, sendo sincera, o mico desse ano foi meu e desse pessoal. E, mantendo a sinceridade e elevando-a ao nível "too much", ainda não estou segura e acho que vou tropeçar no meu próprio pé.

Esse será meu último semestre nessa escola de dança e essa será minha última apresentação. Vou parar de fazer aulas, por um tempo. Acho que a escola onde faço o curso já deu o que tinha que dar e preciso de novos ares. Vou esperar pra poder fazer um curso com meu namorado, porque uma das coisas que mais quero é poder sair pra dançar com ele. Fomos a um samba no Rio outro dia e eu fiquei me coçando pra arriscar uns passos de gafieira, mas ele, por enquanto, só sabe dois passinhos. Quem sabe até o final do ano que vem não estamos, os dois, dançarinos?

É engraçado como é verdade que as coisas, geralmente, acontecem no tempo certo. Ainda que o universo como um todo seja apenas um caos regido pela aleatoriedade, há algumas coisas na vida que comprovam que a aleatoriedade nem sempre nos comanda. Há um ano e pouco havia a ameaça d'eu ter que parar a dança porque não teria dinheiro para continuar. Quase perdi a época de matrícula, mas tudo deu certo e eu continuei. Parar, naquela época, era inimaginável. Meu coração apertava. Eu pensava nas pessoas e no tanto que as aulas me faziam bem, no quanto tinham me ajudado a não ficar louca e sofria pensando que sem aquilo seria difícil continuar a viver numa boa. E eu estava certa. Se eu tivesse parado, naquela época, teria dado uma leve surtada (outra, de muitas) porque a dança me segurava. Hoje em dia minha vida mudou muito. Eu não quero comprometer 6 meses de minha vida pagando algo sabendo que não vou conseguir ir a todas as aulas. Vou procurar alguma dança individual (jazz, quem sabe), com aulas durante o dia, mais em conta, enfim. Parar de dançar eu não pararei.

Com a dança de salão eu vi que a grande paixão da minha vida é mesmo dançar. Eu sou feliz quando danço forró, gafieira, salsa ou samba rock. Feliz mesmo. Eu esqueço de tudo, me concentro nos passos, fico com vontade de não parar mais. Quando eu danço livremente, numa pegada mais "buatchy", também sou muito feliz e também tenho vontade de continuar até os pés não aguentarem mais. Fico feliz que a dança de salão tenha me mostrado que dançar é a minha praia. Ter um hobby é muuuuuito importante pruma mente saudável. Sério, pessoal. Procurem um hobby porque viver em São Paulo sem ter uma paixão é osso. A dança me trouxe uma convivência com pessoas muito diferentes das que eu estava acostumada e isso me fez um bem indescritível. É bom deixar preconceitos de lado. É bom expandir os horizontes e ver que o mundo tem muita gente legal, embora meu coração preto e peludo geralmente me diga que é o contrário. É bom ser uma pessoa que convive com todo o tipo de gente e que vai do forró ao róquenrrol na Augusta num piscar de olhos e super numa boa. Eu tenho orgulho de ter deixado muitas das minhas frescuras de lado. Fiz duas amizades que vou levar pra vida toda. Conheci pessoas que, pieguice permitida, moram no meu coração, mesmo que percamos contato.

E é por isso que as coisas acontecem no tempo certo. Saio de lá com aquela sensação de "já deu o que tinha que dar", mas esse "já deu" só tem coisas positivas. Quer coisa melhor?

Torçam por mim na sexta. Quero sair de lá sem ser a pessoa que pagou mico na apresentação. Quero continuar com a minha fama de boa dançarina! ;-)




2 comentários:

Kel disse...

Realmente dançar é muito bom, nunca fiz aulas nem nada e morro de vontade, o que eu sei foi aprendido nas festinhas vida afora...

Boa Sorte na sua apresentação, depois conte como foi ok?

Beijos

Nilo Sérgio disse...

Minha amiga, há que horas será a sua dança nesta 6a. feira, e onde? Vou ficar daqui concentrado. Sucesso pra você! Se tiver tempo, assista Zorba, o grego. É filme antigo, mas pode ser inspirador. Bjão do Lilin.