quarta-feira, 28 de maio de 2008

A tar da Pirassununga


Aparentemente, estradas me fazem bem. Digo, sair de São Paulo me faz bem, sempre. Mas eu adoro estrada. Aquela coisa super Thelma & Louise (minha amiga disse que é Thelma e Selma e eu rolei de rir) de lenço na cabeça e aventuras do barulho numa estrada muito louca. Acho digno. Pena que nunca apareça um Brad Pitt pra me resgatar. A vida não pode ser perfeita, mesmo.

Aparentemente, intercalar Ypioca (sim, a caninha) com cerveja não é muito sábio. Dizem que deve-se alternar com água, niqui eu pensei: cerveja tem água. DJÓIA. Não poderia fazer dedução mais torpe. O resultado: eu jogando na cara de um menino ligeiramente babaca que ele é babaca (mas essa parte foi legal), eu super achando que tinha virado o Amary Junior do churrasco ("veeeem aqui amigo! Vamos beber mais uma dose de tequila de pobre!") continua...

[pausa explicativa]

Tequila de pobre é um drink do capeta que minha amiga introduziu com amor em nossa última festchenha do gramú. Consiste em: um shot de Ypioca Ouro e um gomo de mexerica. Ou tangerina, caso você seja purista. Goela abaixo com o shot de manguaça, come a tangerina. O mé desce macio e reanima. Sério, você toma 10 shots de tequila-de-pobre (he) e NÃO sente! Você só sente quando acorda depois de ter, tipassim, desmaiado. Não que isso tenha acontecido comigo, é só um exemplo.

[fim da pausa explicativa]

...continuação

Então, eu achei que tivesse vocação pra Amaury Junior, estava super na vibe do keep it coming love, keep it coming love, don't stop now, don't stop now (e no dia seguinte pessoas me cumprimentavam e eu segurava no braço de minha amiga e sussurava: "conhecemos essa pessoa?". Ela geralmente respondia: "Acho que sim. Nada mais me lembro"). Eu também achei que cachaça é água, mas OPA, TÔ BÊBADA, cachaça não é água não.

Aparentemente, eu sempre tenho amigos zelosos que me socorrem quando eu passo um pouquinho da conta no álcool. Eu faço isso uma vez por ano. Fiz no ano passado, tava faltando esse ano. Ano passado foi descuido + estômago vazio. Esse ano foi aquele desejo incontrolável de afogar as mágoas misturado com a minha cabeça dura de me esquecer de beber água. Água é vida, amiguinhos, anotem essa. Fica aqui meu beijo pra quem me socorreu. Não fica aqui meu beijo pra quem me deu apelidos. Vexame e Mexerica não combinam com meu glamour intenso deluxe.

Tirando a vergonha e a culpa porque né, 29 anos no lombo, eu devia ser mais responsável; digo que o saldo geral é: essa semana eu me senti melhor. E, acreditem, depois de quase dois meses chorando todos os dias, isso é um grande, grande progresso. Então acho melhor ter uma reputação a zerar e expurgar todo o mal, amém do que ficar em casa remoendo o que não vai ser digerido de uma hora pra outra. Né?

Fiquem agora com belas imagens pirassununguenses:


4 comentários:

Srta.T disse...

Encontrei a Renata no shops sexta passada e ela me esclareceu o lance da tequila de pobre. Inclusive, fui convidada para a próxima degustação, e até lá estarei curada da gastrite, prometo.
Ah, que bom que você tá melhor, gacta! Então vou comer seu alfajor, tá? =P
Bêjo!

fl disse...

O rabo-de-galo me lembrou "caju amigo": uma talagada da boa, um nhaco de caju, outra talagada, outro tasco de caju, e vida que segue.

e Pirassunga me lembrou uma alemã que conheci, cujo filho era da AFA - ela só se referia à cidade como Pirrrrassununga!

Dont disse...

Thelma & Selma as djs de Brasília?!
Hahaha.
Mais uma vez: me matou de orgulho.
E quando rola a parte 3?

Chu disse...

Palita, o alfajor é meeeeeeeeu.

fl, aqui, caju amigo é vodka com suco de caju. Mistura excelente, por sinal.

Ecodante, a Naty disse que são djs. Foi por isso que ela falou Thelma e Selma, coisas do inconsciente. Te matei de orgulho e me matei de vergonha, HAHAHAA. Parte 3 quando você voltar, mas sem apelidos de Mexerica, nem Bergamota, nem Vexame: sem chaaance, chaaance d'eu beber aquilo tudo de novo. O porre do ano já aconteceu, agora chega. E nunca se esqueça: camissetas e pounés MEU!